ENDOMETRITE EM ÉGUA PÓS COBERTURA RELATO DE CASO

Autores

  • Maria Eduarda Garcia
  • Maria Eduarda da Silva de Garcia
  • Ana Gabriela da Silva da Rosa
  • Darso Arend Blanco
  • Gabriel Mallmann dos Santos da Rosa
  • Claudete Izabel Funguetto
  • Luiza Gonçalves Martini

Palavras-chave:

Ginecologia, Infertilidade, Reprodução

Resumo

Na espécie equina, a endometrite é o processo inflamatório que ocorre com grande frequência, sendo uma patologia que interfere diretamente na eficiência reprodutiva. A endometrite é uma das principais causas de infertilidade em éguas. Essa enfermidade pode estar associada à idade mais avançada e a processos infecciosos que podem acarretar alterações inflamatórias, como a falta de higiene adequada no cruzamento. O objetivo desse trabalho é relatar um caso de endometrite. Foi chamado na propriedade a médica veterinária para atendimento de um equino, fêmea, da raça Crioula, com 11 anos de idade, aproximadamente 350kg, com histórico de infertilidade, segundo o proprietário. Sendo assim, foi realizado exame clinico e ginecológico, a mesma foi submetida à palpação retal e a ultrassonografia retal. No útero foi visualizado presença de liquido e um grau edema exacerbado, considerado patológico, indicativos de endometrite. O edema é classificado de I a IV, edemas de I a III são considerados normais, quando a égua está em estro, já a presença exacerbada do edema, considerada o grau IV é característico de endometrite. Por conseguinte, o achado da ultrassonografia somado com o histórico do animal foi diagnosticado como endometrite, o útero se apresenta espessado devido às reações inflamatórias. Como tratamento foi realizado a lavagem uterina com 7 litros de solução ringer com lactato, massageando e retirando até que se retorne todo o volume inserido. Além disso foi infundido 20mL de dimetilsulfóxido com 40mL de solução de ringer com lactato, juntamente com aplicação de ocitocina. A égua encontrava-se no início do ciclo estral, após três dias foi inseminada e após a inseminação foi realizado ultrassonografia para ver se havia presença de liquido, no qual não foi visualizado. O processo do lavado e o uso do dimetilsulfóxido obteve sucesso sem que fosse preciso uso de antibioticoterapia. O diagnóstico das endometrites tem como base o histórico, inspeção e palpação transretal com o auxílio da ultrassonografia, acompanhados de outras técnicas complementares como a citologia endometrial, cultura bacteriológica, biópsia uterina e ultrassonografia, para o conhecimento de qual bactéria presente e assim seja feito um tratamento correto e especifico. Porém acontecem tratamentos inadequados pelo uso incorreto de antibióticos. À vista disso pode ocorrer resistência antimicrobiana, assim podendo não restar mais opções de antibioticoterapia. É importante salientar que erros de procedimento intercedem na vida reprodutiva de uma égua e da sua progênie, por vezes de alto valor econômico estimado. Sabe-se da evolução da eqüinocultura, tendo considerável papel econômico. Conclui-se que médicos veterinários devem saber diagnosticar e tratar de forma correta problemas reprodutivos, como a endometrite, pois são as principais causas de perdas econômicas nessa área. Além disso, lavagens uterinas são a melhor forma de realizar a limpeza física do útero e facilitar a ação de medicamentos. Lavagens uterinas realizadas entre 6 e 12 horas após a cobertura resultam em melhores taxas de prenhez em éguas com histórico de endometrite persistente pós-cobertura. Em suma, a utilização de antibioticoterapia pode ser indicada de acordo com o grau de infecção. Neste caso o lavado uterino, de ringer com lactato, associado ao dimetilsulfóxido, foi eficaz no tratamento da égua, sem que fosse preciso administrar antibiótico. Por fim, saber constatar doenças do trato reprodutivo de equinos é de extrema importância para quem busca eficiência.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

ENDOMETRITE EM ÉGUA PÓS COBERTURA – RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110312. Acesso em: 30 abr. 2026.