PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA SILVIPASTORIL NO MUNICÍPIO DE RESTINGA SECA (RS)
Palavras-chave:
Integração, pecuária-floresta, Produção, diversificada, Recuperação, área, Agricultura, sustentávelResumo
A busca pela sustentabilidade nas ações da humanidade tem se configurado como um desafio do século, pois necessitamos de novos rumos na agricultura, tendo em vista que esta é uma atividade indispensável para todas as espécies. A partir dessa percepção, métodos vêm sendo criados e desenvolvidos, originando estudos que têm em comum premissas que vetam a utilização de técnicas degradantes aos meios físico, atmosférico e biológico. Os Sistemas Agroflorestais (SAF) são formas de uso ou manejo da terra, nos quais se combinam espécies arbóreas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas e/ou criação de animais, de forma simultânea ou em sequência temporal e que promovem benefícios econômicos e ecológicos. Ainda, os SAF Silvipastoris constituem um modelo agroflorestal, que combinam plantas forrageiras, árvores e animais em uma mesma área, por meio da conservação e da manutenção da vegetação previamente existente e pelo plantio ou pela condução da regeneração da vegetação natural, promovendo também a cobertura do solo, que amenizam o intemperismo químico e físico. No campo de produções pecuárias, os Sistemas Silvipastoris vêm sendo adotados como alternativas para recuperação de áreas de pastagens degradadas, ocasionando condições favoráveis aos animais, como conforto térmico, pastejo diversificado e consequentemente uma intensificação da produção. Desta forma, neste trabalho objetiva-se a construção de uma proposta de SAF Silvipastoril em uma propriedade particular do município de Restinga Seca, localizado no centro do estado do Rio Grande do Sul. Essa proposta tem como objetivo recuperar a produtividade da área, trazendo lucro e, ao mesmo tempo, mantendo o equilíbrio ambiental. O SAF Silvipastoril, escolhido para realizar a proposta, tem o intuito de cultivar, simultaneamente, na mesma unidade de área, gado de pastejo e eucalipto. Ainda, o produtor tem o intuito de recuperar a produtividade da área, como dito anteriormente, introduzindo como atividade lucrativa o corte e uso da madeira das árvores. A área disponível para realizar a proposta de Sistemas Agroflorestais localiza-se no meio rural, em Santa Lúcia, no município de Restinga Seca, com 3 ha de área. O espaço disponível, atualmente, é utilizado como área de pastagem para o gado de corte (10 cabeças de gado). Para o SAF desejado, em comum com o objetivo do produtor, recomenda-se o uso do Eucalyptus grandis, por ser uma espécie de rápido crescimento, boa qualidade da madeira, capacidade de adaptação às diversas regiões ecológicas e pelo potencial econômico proporcionado pela utilização diversificada de sua madeira. Futuramente, o produtor deseja utilizar essa madeira para atividades próprias (mourões, lenha) e também para a venda (serraria). Devido ao local de estudo em questão ter a presença de gado, e o cultivo animal e arbóreo têm igual importância para o produtor, adotou-se um espaçamento de 14 m entre linhas de árvores, e 3 m entre as mudas da linha, sendo utilizadas 238 árvores por hectare. O plantio será feito de forma fracionada, ou seja, em parte da propriedade (1,5 ha) será realizada a implantação do componente arbóreo e o animal não entra em contato com a planta, num primeiro momento, até que essa se desenvolva (2 anos de idade). Em seguida é feito na outra parte da área (1,5 ha). Após o plantio e desenvolvimento do componente arbóreo, acontece o consórcio e, assim, pode-se realizar a implantação da outra parte da propriedade. Porém, para dar início ao plantio das mudas de eucalipto é necessário um preparo da área e do solo. Isso facilita o plantio, o controle de plantas daninhas, melhora a sobrevivência e o crescimento inicial das mudas, compensando no tempo e no valor gasto para o preparo do solo. Para dar início a etapa de implantação das espécies, deve ser feito o preparo do solo somente onde será colocada a muda da espécie arbórea, ou seja, um preparo reduzido nas covas, seguido de adubação orgânica, e também o controle de formigas, que podem se tornar pragas da plantação do eucalipto. Dando sequência, inicia-se de fato o plantio das mudas. Deve-se seguir a ordem de plantio do sentido leste para o oeste, a fim de ter maior incidência solar na área. É necessário a implantação de estacas para a condução e localização posterior da muda. Por fim, isola-se a área com uma certa elétrica, evitando a invasão do gado enquanto as mudas ainda estão em desenvolvimento. Após o consórcio ser realizado, é possível isolar a área restante e realizar o plantio de novas mudas, seguindo o mesmo padrão pré-determinado. Para o sucesso do plantio e também correta condução, é importante realizar capinas e roçadas, especialmente no primeiro ano, pois o eucalipto, na sua fase inicial, é muito sensível a mato-competição. Como resultado a ser obtido da proposta em questão temos a recuperação da produtividade da área, tendo como lucro o corte e venda da madeira, e também a manutenção das cabeças de gado de corte no local, efetivando-se o sistema silvipastoril.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA SILVIPASTORIL NO MUNICÍPIO DE RESTINGA SECA (RS). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110306. Acesso em: 13 abr. 2026.