GESTÃO DA SAÚDE: SUSTENTABILIDADE E AMBIENTE.

Autores

  • Lucas Varreiro Fagundes
  • Leandro Porto Marques
  • Victor Paulo Kloeckner Pires

Palavras-chave:

Descarte, Resíduos, Sustentabilidade, Reciclagem, Gestão, Hospitalar

Resumo

Este trabalho tem por finalidade mostrar e analisar as práticas que podem ser consideradas adequadas sob a ótica da sustentabilidade dentro de uma organização de saúde. Visto que a geração de resíduos se apresenta como uma das principais fontes de degradação do meio ambiente, os resíduos dos serviços de saúde devem ser pauta de debate e preocupação posto que estes podem ser danosos se descartados de forma indevida. Ainda que esta problemática seja vista como um dos pontos frágeis nas relações de consumo, algumas empresas vêm se destacando em práticas que levam o contexto do descarte de resíduo para formas mais conscientes. Faz-se importante, em face da maior crise de saúde enfrentada no século XXI, a pandemia da COVID-19, debater sobre os cuidados necessários, não apenas com destinação adequada de resíduos, como também os paradigmas que norteiam a representação antropocêntrica em que coloca o meio como fonte infinita e repositório de resíduos, uma vez que a interrupção de comportamentos zoonóticos é a causa de muitos cenários impostos à humanidade, inclusive o do coronavírus (LAYRARGUES, 2020). A sustentabilidade, neste sentido, ocupa papel de destaque e passa a ser objeto de reflexão quando se fala em desenvolvimento e das decorrências daí provenientes. No caso das organizações de saúde, este estudo foca em um hospital de cunho público-privado, onde tem-se que a geração de resíduos é composta por uma infinidade de elementos. Para responder a proposta, esta pesquisa conta com uma técnica de investigação chamada de Observação Participante que, segundo Correia (2009), vai além da simples observação, memorização e descrição dos componentes em uma situação, passando a compreender uma análise reflexiva sobre o todo, pois é realizada em contato direto com os atores sociais em seu ambiente, sendo o próprio investigador, também, objeto de pesquisa. Por dois anos foram observadas e estudadas as formas de como o setor administrativo operava seus resíduos; após esse tempo, a descrição e análise das operações se iniciaram. O controle exercido pela organização sobre os produtos se dá desde o recebimento dos mesmos, perpassando a entrega destes aos interessados e o posterior descarte dos resíduos inaproveitáveis. Dos resultados observados emergem a necessidade de a instituição reforçar os fundamentos da educação ambiental junto aos seus funcionários, como forma de, mais eficazmente, atingir-se a sustentabilidade através da mudança de comportamentos. Após, com os resultados, teceram-se considerações e, para tanto, observou-se todo o processo de vida do produto enquanto material de consumo, desde a sua chegada ao hospital até o seu descarte, quando foi o caso. Não é possível afirmar-se que os métodos envolvidos e utilizados pela instituição são, de fato, eficazes, mas, de qualquer forma, os aspectos positivos daí resultantes devem ser destacados. Por exigência do CONAMA, é preciso que se ofereça treinamento para as pessoas que executarão o processo de triagem dos resíduos, posto que a sustentabilidade ocupa papel de destaque e passa a ser objeto de reflexão quando se fala em desenvolvimento e das decorrências daí provenientes, uma vez que é necessário assegurar-se à coletividade (interna e externa à instituição) uma sadia qualidade de vida.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

GESTÃO DA SAÚDE: SUSTENTABILIDADE E AMBIENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110305. Acesso em: 14 abr. 2026.