PROJETOS PET COMO FERRAMENTAS NA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL: DEBATES E FORMAÇÕES
Palavras-chave:
Palavras, chaves, Projetos, PET, Letras, educação, étnico-racial, formaçãoResumo
Projetos PET como ferramentas na educação étnico-racial: debates e formações Lucas Martins , discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão Geice Peres Nunes, docente, Universidade Federal do Pampa Email: lucasm2.aluno@unipampa.edu.br O presente trabalho tem como objetivo relatar as reflexões obtidas através dos projetos Palestras PET e Clube do Livro como ferramentas para promover a educação étnico-racial. De acordo com o Manual de Orientações Básicas (2005, p. 6) e a Portaria nº 976, do Ministério da Educação (2013, p. 40), o PET tem a função de trabalhar com temas sociopolíticos, culturais e éticos visando um ensino crítico e de qualidade ao bolsista e, além disso, que proponha projetos como ferramentas políticas que trabalhem a diversidade e a educação étnico-racial. Dessa forma, no ano de 2020, o grupo atingiu esse objetivo com as atividades ofertadas no projeto Palestras PET; e nas leituras e debates de obras literárias do Clube do Livro. Pensando na necessidade de se aprofundar em conhecimentos plurais que abarcam a formação e diversidade no contexto acadêmico e social, o PET Letras, nos encontros, teve a iniciativa de promover um conjunto de ações pautadas nas relações étnico-raciais. Iniciou-se pela palestra Intelectuais Negras no ambiente acadêmico e escolar: educação, antirracismo e afirmação de identidades, ministrada pela Profª Drª Giane Escobar Vargas (História, Unipampa-Jaguarão), que abordou a história afro-brasileira, espaços de falas, pesquisadoras e escritoras negras, racismo estrutural, educação antirrascista e a Lei 10. 639/2003. Em continuidade, o grupo realizou o Clube do Livro sobre Quarto de despejo (1960), de Carolina Maria de Jesus, escritora negra oriunda da favela de Canindé, São Paulo. O conjunto das atividades anuais fez perceber que, em diferentes projetos, a educação étnico-racial foi discutida, o tema esteve presente nos Seminários Abertos com uma apresentação que contemplou a literatura em interface com o rap, baseada na poesia de Sérgio Vaz. Além disso, em uma palestra cujo tema foi o slam e a presença desse gênero poético-musical em uma escola de periferia. Na sequência de atividades, criou-se um ciclo de ações que promoveram debates, reflexões e leituras tendo como foco a formação na educação voltada à diversidade. Notamos que, no exercício de promover debates sociopolíticos, culturais e éticos, o programa de educação tutorial propôs fóruns de debates sobre tais temas em diferentes ocasiões. Os petianos reconhecem a necessidade de ter espaços de diálogo que combatam o racismo e construam uma educação antirracista, pois, segundo Paula Kavalkeviski, o ensino não é singular, ele está associado aos aspectos ligados à sociedade, cultura e história (2016, p. 17). Por isso, a importância de se realizar debates e leituras voltadas à diversidade como o ensino étnico-racial. Dessa forma, por meio dessas ações, o PET Letras vem atuando em atividades que proporcionam uma formação crítica, reflexiva e democrática aos bolsistas. Segundo Paulo Freire (1996, p. 22), não existem seres únicos com uma só identidade, é preciso aprender e respeitar as singularidades e particularidades culturais de cada um, isso é necessário no processo de construção do educando. Assim, o papel de professores em formação e de educadores é ter uma posição de ensino baseada na diversidade atuando numa educação antirracista que, segundo Aparecida de Jesus Ferreira (2012, p. 278), implica em justiça, raça e igualdade. Portanto, o PET Letras oportuniza aos bolsistas a construção de uma educação reflexiva como docentes em formação, constatada nas diferentes ações para a educação étnico-racial, o debate da história afro-brasileira, e a importância de trabalhar e abordar a diversidade em sala de aula e em espaços diversos. Palavras - chaves: Projetos PET Letras; educação étnico-racial; formação. REFERÊNCIAS BRASIL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Programa de Educação Tutorial - PET, Manual de Orientações Básicas (MOB). Brasília (DF), dezembro, 2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=338-manualorientabasicas&category_slug=pet-programa-de-educacao-tutorial&Itemid=30192. Acesso em: set.2021. BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria nº 976, de 27 de julho de 2010. Brasília(DF), 2010. Disponível em: http://sigpet.mec.gov.br/docs/Portaria_976_2010.pdf. Acesso em: set. 2021. FERREIRA, Aparecida de Jesus. Educação Antirrascista e Práticas em sala de aula: Uma questão de Formação de Professores. Revistas de Educação Pública. Universidade Federal do Mato Grosso. v1, p.275- 288, 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa. 25 ª edição. São Paulo: Paz e Terra, 1996. KAVALKEVISKI, Rosana Onesko de Paula. Formação de Professores Reflexivos e Pesquisadores. Curso de especialização em Coordenação Pedagógica. Universidade Federal do Paraná Setor de Educação. p.1 -.27. Curitiba, 2016.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PROJETOS PET COMO FERRAMENTAS NA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL: DEBATES E FORMAÇÕES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110301. Acesso em: 13 abr. 2026.