VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E EDUCAÇÃO

Autores

  • Gilson Da Fontoura Gonçalves
  • Janaína Portela Maraschin
  • Rafaely Reges Freitas
  • Helen Cristina Da Silva

Palavras-chave:

PIBID, BNCC, Educação, Variação, linguística

Resumo

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E EDUCAÇÃO Gilson da Fontoura Gonçalves, Janaína Maraschin e Rafaely Freitas, discentes de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé. Profª Dra. Helen Cristina da Silva, docente, Universidade Federal do Pampa, campus Bagé Profª Ma. Daniela Reischak Pereira, docente, Escola Estadual de Ensino Médio José Gomes Filho gilsongoncalves.aluno@unipampa.edu.br janainamaraschin.aluno@unipampa.edu.br rafaelyfreitas.aluno@unipampa.edu.br helensilva@unipampa.edu.br O presente trabalho é resultado de uma atividade realizada pelos acadêmicos do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), do núcleo de Língua Portuguesa, Unipampa/Campus Bagé, por meio do subprojeto Leitura e Variação Linguística, coordenado pela professora Hélen Cristina da Silva e supervisionado pelas professoras Daniela Reischak Pereira e Hélen Roratto Garcia. Este projeto foi desenvolvido a partir da análise dos documentos oficiais que norteiam a educação, para verificar como a temática da variação linguística é abordada. Os documentos selecionados para a realização do estudo foram: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Referencial Curricular Gaúcho. Considerando o contexto multifacetado do Brasil, tanto em etnias e culturas regionais, a proposta de discutir as diferenças linguísticas tem como base a seguinte questão-problema: Como aplicar o ensino da variação linguística, nas aulas de língua portuguesa, em sala de aula? Tendo em conta isso, o objetivo geral do presente estudo é o de analisar a abordagem da variação linguística nos documentos norteadores da educação e como ela deve ser implementada no ensino regular de língua portuguesa. Este estudo é norteado pelo fenômeno natural da variação linguística, elemento inerente a qualquer língua natural, influenciado pela cultura, pela região, pela época, pelo contexto, pelas experiências, bem como pelas necessidades do indivíduo e do grupo a qual pertence. Como não poderia ser diferente, no Brasil, dadas a sua formação e a sua extensão territorial, é possível encontrar inúmeras variedades linguísticas tangenciadas, por exemplo, pela questão regional que está relacionada com o local de origem do falante; pela questão social que está ligada à profissão, à escolaridade, à idade, dentre outros fatores. . Para entender o processo de variação, é necessário saber que todas as línguas variam, retratando a diversidade social. Como em todas as sociedades existem diferenças de classe ou de funções, essas diferenças se refletem na linguagem e, muitas vezes, tais variações são utilizadas como instrumentos de estigmatização, exclusão e, consequentemente, perpetuação do poder de uma parcela da sociedade. Trata-se do preconceito linguístico que está diretamente ligado a outros preconceitos como o regional, o cultural, o socioeconômico, etc. No Brasil, essa forma de discriminação atinge, principalmente, as regiões mais pobres do país. Por meio deste estudo, verificou-se que a BNCC discute os fenômenos da variação linguística, das variedades prestigiadas ou estigmatizadas socialmente e o preconceito linguístico que as cerca, questionando suas bases de maneira crítica. Além disso, traça como competências específicas para o ensino de língua portuguesa no ensino fundamental: a compreensão do fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e a rejeição de preconceitos linguísticos, assim como o Referencial Curricular Gaúcho, pois ele é baseado nas propostas da BNCC e adaptado ao ensino dentro do estado do Rio Grande do Sul. Diante disso, é possível concluir que trabalhar as variedades linguísticas em sala de aula é um processo importante para a sociedade, pois viabiliza um conhecimento mais profícuo, significativo e amplo do português, contribuindo, consequentemente, para com a diminuição do preconceito linguístico. O estudo da variação linguística é de suma importância porque, como mencionado, reflete as manifestações culturais e sociais da língua de um povo.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E EDUCAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110300. Acesso em: 13 abr. 2026.