DO PRESENCIAL PARA O REMOTO: ADAPTAÇÕES DE UM PROJETO DE ENSINO

Autores

  • Vitória Mesquita Rodrigues
  • Bruna da Rosa Machado
  • Sonia Maria da Silva Junqueira
  • Claudia Laus Angelo

Palavras-chave:

Geometria, analítica, GeoGebra, Projeto, ensino, Ensino, remoto

Resumo

O Projeto de Ensino Geometria Analítica com o GeoGebra foi desenvolvido presencialmente em 2018 e em 2019 no Laboratório de Informática do Curso de Matemática do campus Bagé da Unipampa, com o objetivo de diminuir os índices de retenção e evasão nesse componente curricular. O projeto recebeu 55 inscrições nos quatro semestres desses anos, mas apenas 24 acadêmicos mantiveram frequência nas atividades realizadas semanalmente, com duas horas de duração. Eles recebiam roteiros impressos para o desenvolvimento de conteúdos de Geometria Analítica no software GeoGebra com acompanhamento da coordenadora do Projeto e de uma bolsista. Apesar da desistência alta, os acadêmicos que mantiveram frequência no Projeto nesses dois anos, avaliaram positivamente a metodologia e aqueles que cursavam Geometria Analítica concomitantemente, foram aprovados. Em 2020, com o início da pandemia da Covid-19 e as incertezas sobre o desenvolvimento das atividades acadêmicas nesse contexto, o Projeto não foi ofertado. Porém, em 2021, o lançamento do Programa de Desenvolvimento Acadêmico e a possibilidade de ter novamente um(a) bolsista, incentivou a oferta do Projeto. Mas, pairavam dúvidas em relação à metodologia de forma remota. Como observar o que os acadêmicos estariam respondendo? Como acompanhar as telas do GeoGebra para verificar se as construções estariam no caminho esperado? No presencial, bastava circular pelo Laboratório para constatar o desenvolvimento das atividades. Portanto, o objetivo deste trabalho é comparar os resultados da realização desse Projeto de forma presencial com a realização do mesmo de forma remota. Uma diferença já se apresentou nas 58 inscrições recebidas em 2021, pois contemplaram quatro campi da Unipampa: Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul e Itaqui. Entretanto, como nos semestres presenciais, apenas 11 acadêmicos mantiveram frequência semanalmente nos encontros síncronos de duas horas de duração realizados através do Google Meet. Na plataforma Google Classroom foi criada uma turma para postagem das atividades e gravações da semana, para avisos e para os acadêmicos devolverem as atividades realizadas. Essas atividades semanais eram na forma de um roteiro de passos a serem realizados de forma síncrona no software GeoGebra, suscitando também respostas escritas dos acadêmicos e prints das construções realizadas e/ou fotos das resoluções algébricas de desafios propostos. Os acadêmicos ficavam livres para realizar as atividades no seu ritmo. A coordenadora, a bolsista e uma voluntária estavam sempre presentes para esclarecimento de dúvidas, tanto dos conteúdos quanto das construções no GeoGebra. A coordenadora sempre fazia questionamentos para eles responderem no Chat, procurando verificar como estavam desenvolvendo as questões e em qual ritmo. Aqueles que entregavam as atividades no Google Classroom recebiam comentários de incentivo e observações para verificação de respostas. No primeiro encontro, todos responderam um questionário diagnóstico. Os conteúdos trabalhados de julho a setembro foram: Vetores, Operações com Vetores, Produto Escalar, Vetorial e Misto, Retas, Planos, Parábolas, Elipses e Hipérboles. A dois encontros do encerramento do Projeto os participantes receberam um formulário para avaliar os encontros, a metodologia, bem como se autoavaliarem em relação aos conhecimentos adquiridos. Comparando os resultados do questionário diagnóstico com os do questionário final, observou-se que todos os acadêmicos declararam ter elevado seu nível de conhecimento com o software GeoGebra. Além disso, aqueles que estavam cursando Geometria Analítica, assumiram um bom desempenho no componente curricular e um aprimoramento de suas habilidades com manipulações algébricas. Com relação às expectativas que tinham ao realizar a inscrição, todos os participantes frequentes responderam que suas expectativas foram contempladas e até superadas, como escreveu um acadêmico do campus Caçapava do Sul: Sim, e bem mais. Achei que seria uma parte bem básica do assunto. Consegui me aprofundar melhor. Quando questionados sobre a metodologia do Projeto, todos se manifestaram satisfeitos, como mostra a resposta de um acadêmico do campus Bagé: Achei muito bom, pois cada um faz no seu tempo, e não importa se o aluno tem dúvida do começo ou do final da lista, as explicações não trazem conflito. E sempre gostei também muito de como as questões das listas são escritas e elaboradas passo-a-passo. Mesmo com o possível retorno das aulas presenciais na Unipampa, nove acadêmicos sugeriram que o Projeto se mantivesse de forma remota e presencial, um sugeriu apenas a forma presencial e um sugeriu apenas a forma remota. Portanto, conclui-se que os resultados positivos do Projeto em 2021 demonstram que, com o retorno das atividades presenciais, ele pode ser ofertado nessa modalidade para acadêmicos do campus Bagé, mas também pode continuar a ser ofertado remotamente para os demais campi da Unipampa e até para outras instituições.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

DO PRESENCIAL PARA O REMOTO: ADAPTAÇÕES DE UM PROJETO DE ENSINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110193. Acesso em: 13 abr. 2026.