CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DE UM GRUPO DE ESTUDOS EM BIOQUÍMICA BÁSICA E CLÍNICA EM UM CONTEXTO DE PANDEMIA
Palavras-chave:
Bioquímica, Grupo, Estudo, PandemiaResumo
A doença infecciosa Covid-19, causada pelo vírus Sars-CoV-2, desde 2020, foi responsável por transformações profundas na sociedade devido às necessidades de distanciamento social. Nesse contexto, diversos processos exigiram novas diretrizes, entre eles aqueles que envolvem os grupos de estudos, que, a partir de reuniões regulares, possibilitam a seus integrantes a discussão, a aprendizagem e o aprofundamento de temas de interesse, inclusive nas esferas universitárias do ensino, pesquisa e extensão. De acordo com o exposto, o vindouro relato se propõe a pontuar sobre as dificuldades, as particularidades e os possíveis benefícios percebidos na criação e na manutenção de um grupo de estudos em bioquímica básica e clínica em uma realidade pandêmica. Sendo assim, os objetivos consistem em caracterizar e contextualizar o processo de criação e a prática desse grupo de estudos vinculado à universidade diante da necessidade de distanciamento social em período de pandemia. Em meados de julho de 2021, um professor de bioquímica e seu monitor do curso de Medicina estruturaram e deram início a um grupo de estudos em bioquímica básica e clínica. Ao docente uniram-se 13 estudantes de Medicina em reuniões diferentes e sequenciais. O processo efetivo de criação foi realizado por meio de reuniões, inicialmente semanais e posteriormente quinzenais, que foram realizadas pela plataforma de conferências Google Meet. A primeira reunião, realizada em 21/07/2021, teve como pautas principais a apresentação das ideias centrais do grupo, o cronograma, os temas a serem abordados além das atribuições de tarefas específicas, como o regimento interno e as atas de reuniões, de acordo com as aptidões e disponibilidades dos integrantes. A respeito disso, foi acordado que o grupo, além de servir aos propósitos inerentes da modalidade, serviria como base teórico-prática para um futuro Componente Curricular Complementar de Graduação (CCCG) voltado à bioquímica. Nesse sentido, o grupo teria dois propósitos: guiar o eixo de seminários realizados pelos estudantes nas reuniões do grupo e orientar os rumos da CCCG. É preciso salientar, devido ao caráter ativo do grupo, a dificuldade, em algum nível, na obtenção de materiais bibliográficos específicos utilizados na confecção dos seminários. Concomitantemente, a forma exclusiva de contato com os tópicos de bioquímica ocorrendo exclusivamente por meio de leituras e imagens se mostrou de um caráter excessivamente abstrato, o que em alguns momentos foi deletério às discussões e à aprendizagem. O segundo encontro deu prosseguimento aos assuntos anteriores e contou com o seminário inaugural, previamente anunciado, que serviu de orientador para as discussões, questionamentos e apontamentos dos integrantes de acordo com os estudos prévios sobre o tema. Destaca-se aqui o relato desse trecho, pois deve ser considerado como o protótipo das reuniões e estudos ulteriores. O grupo de estudos, além de servir aos propósitos de expandir e aprofundar os conhecimentos da bioquímica foi efetivo na promoção da pesquisa e extensão voltadas ao interesse da comunidade local. Dessa forma, a partir da iniciativa do docente e auxílio dos estudantes, foram desenvolvidos os arcabouços de projetos de pesquisa na área da bioquímica. A bioquímica, tanto básica quanto clínica, é de extremo interesse no contexto da Medicina. Portanto, a existência de um grupo de estudos voltado à capacitação de seus estudantes tende a beneficiar tanto o curso quanto a comunidade. Entretanto, como já pontuado, todo o processo de criação e efetivação prática do grupo foi realizado sob as influências de uma pandemia. Apesar do contexto desfavorável, notou-se que o uso de uma plataforma digital possibilitou uma maior flexibilidade de horários, pois dispensava o deslocamento dos integrantes até um local comum. Há de se destacar também a autonomia concedida aos estudantes em todas as etapas envolvidas. Percebe-se um caráter mais acentuado de colaboração ativa que passiva. Esse aspecto é traduzido em maior cooperação e imbuição de todos os integrantes nas mais diversas atividades. Além disso, a distribuição dos materiais, como apresentações em slides, foi beneficiada pelo uso de versões digitais, assim como a edição de documentos, em modo colaborativo, se mostrou tão ou mais eficiente que em modo presencial. Somam-se às vantagens percebidas a capacidade facilitada de arquivamento das reuniões em vídeo. Entretanto, a falta de uma modalidade presencial inviabilizou temporariamente o acesso a pesquisados e a laboratórios, os quais são essenciais aos interesses do grupo. Apesar dos limites impostos pela pandemia, tanto a criação quanto a manutenção do grupo de estudos se mostrou totalmente exequível em uma fase preparatória, levando-se em consideração os objetivos primários apresentados. Além disso, o uso de ferramentas digitais e encontros remotos dão mostras de que serão úteis inclusive nas fases que exigem encontros presenciais em algumas etapas posteriores.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CRIAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E MANUTENÇÃO DE UM GRUPO DE ESTUDOS EM BIOQUÍMICA BÁSICA E CLÍNICA EM UM CONTEXTO DE PANDEMIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110168. Acesso em: 14 abr. 2026.