OSCE NA SEMIOLOGIA MÉDICA

Autores

  • Fabricio Pereira
  • Lilian Moraes Ferreira

Palavras-chave:

Treinamento, Simulação, Anamnese, Exame, Físico

Resumo

Durante o curso de medicina, o discente encontra um amplo ensinamento técnico sobre as mais diversas áreas do corpo humano, ao mesmo tempo em que se depara com as práticas médicas para complementar a construção do saber. Baseado nisso, foi criado o seguinte projeto com o objetivo de avaliar a capacidade do estudante de medicina diante de uma simulação do cotidiano médico. O OSCE (Exame Clínico Objetivo Estruturado), portanto, é um método baseado na aplicação de estações, contextualizadas a partir de um caso clínico introduzido em uma situação prática. Os benefícios potenciais na aplicação do OSCE superam todos os desafios encontrados, entretanto, essa metodologia ainda tem sido pouco utilizada nas universidades brasileiras, o que influenciou nossa ação. Tratando-se do curso de Medicina, é importante salientar que essa metodologia de ensino e avaliação tem como fim principal avaliar competências das seis áreas da medicina abordadas durante o internato que são: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ginecologia-Obstetrícia, Pediatria, Saúde Coletiva e Saúde Mental, sendo agora adaptada para a disciplina de Semiologia visando testar a capacidade básica do aluno dentro das seis grandes áreas e avaliar competências gerais, como: capacidade de coletar uma história clínica completa em diferentes cenários propostos, de explorar e caracterizar as queixas do paciente, de fazer um exame físico sistemático da cabeça aos pés, entre outros. O objetivo do presente trabalho visa demonstrar para a comunidade acadêmica a importância de mais simulações práticas no cotidiano de formação do aluno de medicina implantar essa estrutura de treino e avaliação da prática semiológica dos discentes do curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa - Campus Uruguaiana, para que os alunos possam aprimorar as técnicas semiológicas antes de iniciarem o ciclo clínico, no qual terão que atender em postos de saúde e ambulatórios. No aprendizado das habilidades médicas pelos alunos da graduação existem dificuldades no treinamento inicial e assimilação de uma grande quantidade de informações que precisam de vivência prática para ajudar na absorção do assunto. As estações foram planejadas de modo que fossem inseridas uma gama de especialidades médicas, dividas nos seis grandes grupos. O planejamento da atividade se deu da seguinte maneira: 1º Elaboração dos objetivos de aprendizagem a serem explorados na estação; 2º Revisão bibliográfica sobre o tema a ser abordado; 3º Criação de um caso clínico que permita ao estudante atender aos objetivos de aprendizagem; 4º Criação de uma ficha de avaliação; 5º Criação de um checklist final; 6º Teste da estação; 7º Feedback de um profissional da área; 8º Reformulação da ferramenta com base no feedback do aluno, avaliador e profissional especialista da área. Dessa forma, o processo criativo da elaboração das estações de treinamento demanda muito compromisso dos participantes, pois o domínio do assunto base da estação precisa ser assegurado pelos seus elaboradores de forma que possam obter um resultado de excelência e, por mais que a tentativa inicial seja criar uma ferramenta que meça o conhecimento específico de semiologia do aluno nos semestres iniciais do curso, a dissociação da clínica não pode ser feita, tornando o processo de extrema complexidade na tentativa de simplificar a ferramenta. Além disso, conforme os testes já aplicados, o feedback positivo e relato do aumento da capacidade técnica e do conhecimento específico demonstra o efeito positivo do OSCE na formação do discente de medicina.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

OSCE NA SEMIOLOGIA MÉDICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110166. Acesso em: 16 abr. 2026.