TEORIA DAS COMPORTAS DA DOR: PERCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM PELOS ALUNOS

Autores

  • Wilson Gabriel do Nascimento Polano
  • Eduarda de Moura Ferreira
  • Letícia Carvalho Fagundes
  • Rilari Rocha Felix
  • Liane da Silva de Vargas

Palavras-chave:

Comportas, dor, Fisioterapia, Ensino, Percepção, Aprendizagem

Resumo

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável, que envolve quatro processos neurofisiológicos até a sua percepção. Na fisioterapia existem inúmeros recursos eletro-termo-foto-terapêuticos que promovem analgesia, sendo as correntes elétricas uma das principais. A teoria das Comportas da dor (TCD) consiste na modulação da dor através das fibras nervosas, podendo ampliar ou reduzir a condução de informações ao sistema Nervoso Central (SNC) e explica, em parte, como as correntes elétricas promovem analgesia. Por isso, é de suma importância a sua compreensão, a fim de que os futuros fisioterapeutas consigam obter um raciocínio clínico durante uma avaliação, e com isso seja conduzido à uma melhor escolha do recurso aderido para o tratamento de um paciente com dor. O objetivo desse estudo, foi avaliar a percepção dos alunos acerca da compreensão da Teoria das Comportas da Dor, após uma aula síncrona sobre o tema. Dessa forma, o Grupo de Estudos e Pesquisa em Eletrotermofoterapia GEPEletro , visando manter as suas atividades durante a pandemia, adaptou uma atividade para o ensino remoto, que consistiu em uma elaboração de um resumo manuscrito acerca da teoria das comportas, logo após a aula síncrona de Recursos Eletrotermofoterapêuticos I, que ocorreu de forma expositiva e dialogada via Google Meet, com duração de 40 minutos. Previamente a atividade, os alunos foram questionados quanto ao entendimento da teoria, e após foi solicitado que os mesmos realizassem a atividade de forma síncrona, tendo cerca de 20 minutos para enviá-la ao professor. Na semana seguinte os alunos foram convidados a ler a sua resposta e refletir sobre o seu entendimento e, caso sentisse necessidade, poderia refazer a atividade a fim de aprimorar o conceito. Os resumos foram avaliados por 3 avaliadores e considerada a média das avaliações seguindo os seguintes critérios: (a) Contém resumo elaborado pelo aluno: que avaliou se o aluno havia elaborado um resumo a mão e contendo resumo autoral; (b) Contém esquemas: verificou se o aluno elaborou qualquer tipo de esquema ou desenho para um melhor entendimento do conteúdo; (c) Está organizado e atendendo a uma lógica de raciocínio: se o resumo apresentado tem uma lógica de desenvolvimento seguindo o conteúdo abordado em aula e (d) Se foi cópia e cola dos slides de aula e/ou internet: avaliou se o aluno havia copiado o conteúdo inteiro dos slides das aulas teóricas ou então de sites da internet. Nos itens a, b e c foi atribuída uma nota de 2,5 e no item d uma nota de zero, a soma da pontuação dos itens fechou a nota final atribuída ao resumo. Foi atribuído também, pelos avaliadores, uma nota de 0 (totalmente errada) à 10 (totalmente certa), para estimar a explicação do aluno sobre a TCD. Para ambas as notas, o desempenho dos alunos foi definido baseado na média para aprovação do componente (média ≥ 6). A nota da atividade de acordo com os 4 critérios foi comparada com a nota de acordo com conceito propriamente dito pelo teste t pareado, sendo considerado P≤0,05 como significante. Dos 21 alunos da turma, 19 participaram da atividade proposta. Na semana 1, quando questionados sobre a compreensão, 100% dos alunos afirmaram ter entendido como funcionava a TCD, não havendo dúvidas sobre o tema. Na semana 2, após leitura da atividade feita por alguns alunos de forma voluntária, e retomada dos conceitos, apenas uma aluna (5,2%) refez a atividade. Ao avaliar o desempenho dos resumos, de acordo com os 4 critérios propostos, foi percebido que, quando analisamos o contexto geral do resumo, 52,6% dos alunos (n=10) alcançaram uma nota acima da média. Entretanto, ao avaliar considerando o conceito propriamente dito, apenas 26,1% dos alunos (n = 5) ficam com nota acima da média (P = 0.001), sendo que, um destes, refez a atividade. Desse modo, foi possível perceber que existe uma diferença entre a percepção da aprendizagem pelo aluno e da aprendizagem propriamente dita. Assim, podemos sugerir que existe uma falsa percepção da aprendizagem pelo aluno, o que acaba refletindo de forma negativa na confiança do aluno em relação a sua aprendizagem, e consequentemente no seu desempenho acadêmico.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

TEORIA DAS COMPORTAS DA DOR: PERCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM PELOS ALUNOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110111. Acesso em: 15 abr. 2026.