O MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS COMO ESTRATÉGIA MULTIDISCIPLINAR

Autores

  • Amanda Matos Leal
  • Shirlei Pezzi Fehndrich
  • Janio Antonio Londero Junior
  • Luiz Henrique Minetto da Silva
  • Giovani Maciel Neres
  • Glauber Monçon Fipke

Palavras-chave:

Coleção, sementes, Herbário, Interdisciplinaridade, Matologia

Resumo

Um conceito agronômico muito aplicável para planta daninha é toda e qualquer planta que se estabelece espontaneamente onde não é desejada causando prejuízo econômico imediato ou potencial. As plantas daninhas surgiram quando o homem iniciou suas atividades agrícolas, separando aquelas onde se tinha o interesse para alimentação, por exemplo. Pelo advento da revolução verde surgiram os herbicidas que facilitaram o controle de daninhas, assim, proporcionando a maximização da produção do setor primário. Porém, o uso excessivo dos herbicidas resultou na seleção de biótipos resistentes e novamente a competição por recursos (água, nutrientes, luminosidade, dentre outros) entre as plantas daninhas e plantas cultivadas foi intensificada. Assim, há necessidade de se implementar técnicas de manejo integrado onde são combinados métodos de controle (mecânico, físico, cultural, biológico), prevenção, níveis de dano econômico, aplicação dos conhecimentos em ecologia de populações, dentre outros. Cada espécie tem suas particularidades, há plantas que conseguem se adaptar aos manejos empregados quando eles são aplicados de maneira repetitiva. Por isso, informações atualizadas sobre as espécies de ocorrência regional em atividades agropecuárias locais é importante. O objetivo desse projeto de ensino foi reunir material didático informativo e ilustrativo da área de Matologia para ser utilizado em futuras aulas ministradas de forma presencial, semipresencial ou remota. Foi feita uma revisão bibliográfica usando indexadores nacionais e internacionais, apontando as principais características ecológicas das plantas daninhas de maior ocorrência na região. O presente trabalho está sendo realizado no Laboratório de Entomologia e Plantas Daninhas da UNIPAMPA - Campus Itaqui. As espécies principais foram (estão sendo) coletadas, secas e montadas em papel (exsicatas) para formação de um herbário didático, que estará disponível para consulta local. Essas excicatas estão sendo classificadas de acordo com seu grau de conservação e são guardadas em caixas com fundo de isopor e tampa de vidro, para preservar-las por longo tempo sem causar danos como fungos, insetos, umidade. Também são coletadas e armazenadas sementes e propágulos destas plantas, que também são armazenadas em frascos de vidro vedado para que não haja contaminação. Tanto os herbários quanto as sementes estão sendo guardadas em armários no laboratório, alocadas em ordem alfabética de acordo com seu nome científico Muitos desses materias foram coletados pelos próprios discentes do curso durante o semestre, ao qual estão sendo arquivados adequadamente, como já foi dito, para preservar sua conservação. Todo material preparado poderá ser utilizado em diversas áreas correlatas, como: fitotecnia, agrometeorelogia, floricultura, botânica, dentre outras. É importante mencionar que o público alvo é a comunidade acadêmica em geral, interna (docentes e discentes) e externa (técnicos profissionais e produtores rurais). Em um futuro breve, será feito e disponibilizado gratuitamente para a comunidade acadêmica um material ilustrativo (folheto, encarte, apostila, dentre outros). Este, irá auxiliar na identificação e distinção das principais espécies de ocorrência regional, principalmente nas áreas de orizicultura, sojicultura e forragicultura. Como a ação se concentra no campo da Matologia, espera-se auxiliar na resolução de problemas locais, como: o manejo de banco de sementes de plantas daninhas, a identificação de plantas, a recomendação e uso de herbicidas, a identificação de biótipos resistentes a herbicidas, dentre outros.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

O MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS COMO ESTRATÉGIA MULTIDISCIPLINAR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110085. Acesso em: 16 abr. 2026.