OFICINA “VISITA SENSORIAL” PROMOVENDO A PRÁTICA DA EMPATIA NA REDE PÚBLICA ESCOLAR EM BAGÉ/RS

  • Nubia Margot Menezes Jardim
  • Maria de Fatima Schimidt Barbosa
  • Fernanda Vieira Barasuol
  • Susi Meri Barcelos E Lima
  • Fabiane Caillava dos Santos
  • Maria Elaine dos Santos Leon
Rótulo Acessibilidade, empatia, inclusão, social, PcDs

Resumo

A inclusão social busca garantir acesso e oportunidades de maneira igualitária em uma sociedade a todas as pessoas, independente de classe social, condições físicas ou gênero, entre outros fatores. O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma oficina onde através da experiência sensorial fosse despertado o sentimento de empatia, a partir da vivência e necessidade de transpor obstáculos e situações que Pessoas com Deficiências (PcDs) encontram a todo instante pelo caminho e conscientizar a importância de prover acessibilidade em suas mais diversas formas. A oficina Visita Sensorial foi realizada com alunos da rede municipal de ensino em Bagé/RS, sendo cada experiência subdividida em estações a partir da limitação a ser experienciada como: Deficiência Física - DF, Deficiência Auditiva - DA, Deficiência Visual - DV e Transtornos Emocionais - TE. O espaço físico foi disponibilizado em dois ambientes no Complexo do Museu Dom Diogo de Souza. Inicialmente foi realizada uma sensibilização e após, os alunos das escolas da rede municipal de ensino fundamental foram encaminhados para as atividades. No percurso montado para experiência como DF, os alunos puderam realizar um percurso com obstáculos utilizando muletas e cadeiras de roda. Na estação com atividades referentes a DV foi organizada sequência de ações, onde os alunos de olhos vendados experimentaram diversas sensações como servir-se de água e beber, movimentar-se em um local com obstáculos físicos, entre outros. Na estação para sensibilização em DA, os alunos utilizando fones de ouvido puderam responder um questionário apenas utilizando leitura labial. Na atividade de imersão para estimular a empatia, em situações de crises envolvendo TE, os alunos tiveram uma experiência em realidade virtual com o app Empatec, desenvolvido em parceria entre os cursos de Psicologia e Sistemas de Informação da URCAMP, que simula situações através da experiência real de imersão com uso de óculos de realidade virtual, as emoções e reações em primeira pessoa de transtornos emocionais como: esquizofrenia, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo, bulimia, pânico e bipolaridade. As atividades resultaram em experiências positivas para os alunos, conforme foi relatado nos questionários de pós-teste ao final da experiência, a maioria dos 84 participantes se sensibilizou com a prática de se colocar no lugar do outro, achando difícil e provocando reflexões valiosas na maioria dos relatos. Aproximadamente 43% dos alunos que relataram a experiência acharam difícil, 21% consideraram a experiência de se colocar no lugar do outro muito ruim, 15% relataram como muito bom, 7% dos alunos sentiram agonia, 7% sentiram pena e 7% já tiveram essa sensação antes. Ao final, reiterou-se aos participantes necessidade da conscientização e do semear desta prática que deve ser diário e incansável por onde passarem. REFERENCIAS: PARRA, Ana Carolina et al. O desafio da inclusão social no Brasil. Mal-Estar e Sociedade, v. 5, n. 9, p. 29-42, 2012.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
MARGOT MENEZES JARDIM, N.; DE FATIMA SCHIMIDT BARBOSA, M.; VIEIRA BARASUOL, F.; MERI BARCELOS E LIMA, S.; CAILLAVA DOS SANTOS, F.; ELAINE DOS SANTOS LEON, M. OFICINA “VISITA SENSORIAL” PROMOVENDO A PRÁTICA DA EMPATIA NA REDE PÚBLICA ESCOLAR EM BAGÉ/RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.