INVESTIGANDO A PARTICIPAÇÃO FEMININA NA FEIRA DE CIÊNCIAS

  • Andressa Soares Rodrigues
  • Vitória Nunes Magalhães
  • Marcia Maria Lucchese
Rótulo Feira, ciências, Representatividade, feminina, Meninas, nas

Resumo

Desde 2011 a UNIPAMPA, Campus Bagé, organiza uma Feira de Ciências com o tema Difundindo Ciência e Tecnologia na Região da Campanha, que recebe alunos do ensino básico público das cidades da região, apresentando trabalhos de diversas áreas, desenvolvidos por eles nas escolas. No ano de 2018 a comissão organizadora da Feira propôs a temática Ciência para a redução das desigualdades, algo inédito nos anos anteriores. Isto serviu como inspiração para um trabalho da edição anterior do SIEPE feito pela equipe do Projeto Gurias do Pampa nas Exatas, pois como apresentar diversidade se tornou um dos pontos avaliados pela feira, tornou-se atrativo verificar a presença de meninas nos trabalhos apresentados. Para dar continuidade ao trabalho anterior, neste ano a equipe do Projeto analisou a influência da introdução de temáticas na Feira, se isto impactou a quantidade de meninas apresentando trabalho e qual foi este impacto. Para isso analisou-se dois anos sem e dois anos com temática, sendo estes primeiros 2016 e 2017, e estes últimos 2018 e 2019. Esta pesquisa de cunho exploratório (GIL, 2009) e quantitativa foi feita a partir de dados coletados dos registros dos inscritos da Feira, que estão disponíveis no site da Feira de Ciências. Com os dados separados de acordo com o gênero e subdivididos em categorias de ensino, analisou-se as relações entre gênero e total de inscritos, no geral e por categoria. Assim foi possível verificar que antes da proposição da temática de inclusão, as meninas representavam 48% dos inscritos em 2016 e 54% em 2017; já em 2018 elas representaram 67% e em 2019 51%. Comparando esses quatro anos podemos ver que entre 2016 e 2017 elas representaram 51% e entre 2018 e 2019 59%, tendo um aumento de 8%. Também é interessante notar que na categoria Educação Infantil, as meninas são maioria, sempre representando 50% ou mais dos inscritos. Outro ponto importante a se destacar é no ano de 2018 na categoria EJA, que o percentual feminino representou 71% dos inscritos. Já em relação a introdução de um tema sobre representatividade, no ano de 2018, as meninas representavam 64% dos inscritos, sendo esse o maior percentual entre os anos comparados aqui neste trabalho. Por fim, podemos concluir que a temática de representatividade realmente trouxe mais meninas para a apresentação de trabalhos, mas tendo em vista os anos anteriores, é notável que há um equilíbrio entre o número de participantes de ambos os gêneros, levando em conta que há apenas 5% de diferença entre mulheres e homens, sendo as mulheres a maioria. Portanto, não é possível afirmar se isto se deve à uma postura igualitária entre as escolas participantes, ou se os responsáveis por realizar as inscrições não atentam para os critérios de avaliação, visto que um destes é se há a presença de duas ou mais meninas no grupo. Para trabalhos futuros visamos analisar se as meninas que participaram da Feira ingressaram na UNIPAMPA e se a Feira exerceu alguma influência na escolha acadêmica.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
SOARES RODRIGUES, A.; NUNES MAGALHÃES, V.; MARIA LUCCHESE, M. INVESTIGANDO A PARTICIPAÇÃO FEMININA NA FEIRA DE CIÊNCIAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.