TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PÓS FRATURA DE RÁDIO DISTAL: RELATO DE CASO

  • Nadine Castro Portuguez
  • Ana Cláudia Schenkel de Freitas
  • Anderson Vesz Cattelan
  • Simone Lara
Rótulo Fisioterapia, Reabilitação, Fratura, Colles

Resumo

Introdução: A fratura de rádio distal é uma afecção do punho habitualmente encontrada pelos profissionais da saúde nos serviços de emergência, podendo ser observada em qualquer faixa etária. Dados da literatura indicam uma freqüência variável de 1 a 31%, sendo comumente ocasionada pela queda sobre a mão, estando o punho em extensão no momento do impacto. A reabilitação fisioterapêutica desta fratura é indicada com a finalidade de prevenir as complicações e deformidades que podem ocorrer, bem como acelerar o processo de ganho funcional. Desse modo, espera-se que o tratamento proporcione ao paciente uma precocidade no retorno as atividades de vida diárias. Objetivo: demonstrar um plano de tratamento fisioterapêutico para ganho de amplitude de movimento, força muscular e redução do quadro álgico de punho, proposto a um paciente encaminhado ao Estágio Supervisionado Ambulatorial, Saúde Pública e Comunitária I do curso de Fisioterapia, da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana. Metodologia: Este estudo é classificado como relato de caso, o qual participou a paciente L.C.G.M, 70 anos de idade. Como instrumento de coleta de dados, utilizou-se uma ficha de avaliação Fisioterapêutica, goniômetro para mensuração da amplitude de movimento de cotovelo e punho, fita métrica para realização de perimetria, martelo neurológico de Buck para avaliar a sensibilidade cutânea, e teste de força muscular com resistência do terapeuta. Resultados: A paciente chegou ao atendimento com queixa principal de dor no punho direito que agravava durante os movimentos. Foi observada redução da amplitude de movimento de punho direito e diminuição de força dos músculos da articulação do punho e do cotovelo. Desse modo, o plano de tratamento totalizou em 10 sessões de aproximadamente 50 minutos, onde foi utilizado como condutas fisioterapêuticas o Ultrassom de modo contínuo, mobilização articular radiocárpica grau três com deslizamentos anteriores e posteriores, cinesioterapia passiva e ativo-assistida de punho, alongamentos passivos e exercícios ativos de cotovelo. Além disso, também foram passadas orientações a paciente quanto a realização de exercícios domiciliares e cuidados posturais. No contexto da fisioterapia, existem opções variadas de técnicas e recursos que podem ser aplicados a estes pacientes e apesar da existência de diversos trabalhos a respeito da reabilitação de fratura de rádio distal, não existe um protocolo específico para este tipo de tratamento. Desse modo, a melhor terapêutica aplicada é aquela que permite a retomada da função do membro e retorno do indivíduo as suas atividades de vida diária e profissionais sem que haja um quadro doloroso. Conclusão: Foi possível observar que o tratamento fisioterapêutico proposto foi efetivo, uma vez que houve ganho dos movimentos ativos de punho e redução da dor.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
CASTRO PORTUGUEZ, N.; CLÁUDIA SCHENKEL DE FREITAS, A.; VESZ CATTELAN, A.; LARA, S. TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PÓS FRATURA DE RÁDIO DISTAL: RELATO DE CASO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.