PIELONEFRITE AGUDA NA GESTAÇÃO: RELATO DE CASO E PROPOSTA DE PROTOCOLO

  • Gabriella Monteiro
  • Caroline Adriana Gasparim
  • Ana Carolina Drehmer Santos
  • Laura Simon
  • Murilo Brito
  • Rita de Cássia Fossati Silveira Evaldt
Rótulo Pielonefrite, Saúde, Materno-infantil, Protocolo, Clínico

Resumo

Introdução: A pielonefrite aguda (PNA) consiste em uma infecção bacteriana do parênquima renal. Gestantes exibem maior risco de desenvolvê-la por modificações gravídicas do trato urinário (MARTINS-COSTA et al., 2017). A partir de um caso de pielonefrite na gestação identificou-se falta de articulação e preparo para manejo da situação em maternidade de hospital da fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul. Conhecendo as repercussões materno-fetais da PNA, viu-se a necessidade de propor um protocolo de atendimento sistematizado às gestantes no serviço em questão (BRASIL, 2014). Objetivos: Construir um protocolo a partir de relato de caso para qualificar o atendimento e propor manejo sistemático, com prevenção de desfechos negativos da PNA na gestação. Material e métodos: Realizado no componente curricular Saúde da Mulher II por alunos do 6º semestre do curso de Medicina da UNIPAMPA. Com a revisão da literatura notou-se falhas durante o atendimento, sendo proposto ao serviço um fluxograma prático para padronizar as condutas da pielonefrite na gestação. Resultados e discussão: Gestante, branca, 39 anos, sexta gestação, idade gestacional de 32 semanas, com quadro de dor lombar e febre. Nas onze consultas de pré-natal descritas, haviam seis uroculturas positivas para infecção do trato urinário (ITU) com tratamento, mas sem acompanhamento da eficácia terapêutica. A paciente referiu não concluir a antibioticoterapia, devido a náuseas e vômitos com o uso dos medicamentos. Foi admitida em choque séptico no hospital onde iniciou tratamento com cefazolina endovenosa, sem melhora. O fármaco, uma cefalosporina de 1ª geração, tem uso contraindicado na gestação, uma vez que é reservado a profilaxia pós-cirúrgica, incluindo cesareana. Diante do quadro clínico e com o histórico de múltiplas ITU na gestação, foi feito o diagnóstico de PNA. Devido a evolução desfavorável, manteve-se a internação, com solicitação de exames e substituição do antibiótico para cefuroxima. A gestante concluiu seu tratamento com melhora clínica em 48 horas, seguindo acompanhamento mensal ambulatorial e profilaxia com nitrofurantoína até duas semanas após o parto. Houve evolução para parto vaginal sem episiotomia, em idade gestacional de 40 semanas, com recém nascido do sexo masculino, pesando 3280g. Conclusão: Acredita-se que as dificuldades identificadas são baseadas no desconhecimento da gravidade da PNA ao binômio materno-fetal. A adoção de um protocolo pela maternidade pode reduzir a morbidade e mortalidade no contexto de pielonefrite na gestação, pois otimiza recursos e tempo para diagnóstico e conduta terapêutica. Destacamos a importância da padronização de acordo com teoria e pesquisa atualizada em saúde.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
MONTEIRO, G.; ADRIANA GASPARIM, C.; CAROLINA DREHMER SANTOS, A.; SIMON, L.; BRITO, M.; DE CÁSSIA FOSSATI SILVEIRA EVALDT, R. PIELONEFRITE AGUDA NA GESTAÇÃO: RELATO DE CASO E PROPOSTA DE PROTOCOLO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.