ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES EM TRATAMENTO COM REGIMES AAD PARA HEPATITE C COINFECTADOS COM HIV

  • Léa Augusta de Bairros Zambrano
  • Raqueli Altamirando Bittencourt
  • Eduarda Martini Piegas
  • Alcides José Martins Parisotto
  • Sandra Elisa Haas
  • Mariana Ilha Ziolkowski
Rótulo hepatite, HIV, ACOMPANHAMENTO, FARMACOTERAPÊUTICO

Resumo

Introdução: A Hepatite C (HC) constitui uma relevante questão de saúde pública no Brasil. Nos últimos anos, 9,4% do total de casos notificados de HC apresentaram coinfecção com o vírus da imunodeficiência (HIV). A HC é uma doença que exige a atenção do paciente e a compreensão do profissional de saúde, com a rápida identificação de situações que interfiram no sucesso do acompanhamento e da adesão ao tratamento. Dentre estas estratégias deve fazer parte uma intervenção multidisciplinar, de caráter cooperativo, onde o farmacêutico assume particular importância na garantia do uso seguro e efetivo do medicamento. No Brasil, o tratamento da HC é fornecido pelo Sistema Único de Saúde de acordo com protocolo clínico de diretrizes terapêuticas (PCDT). Os fármacos utilizados são os antivirais de ação direta (AAD). As indicações terapêuticas para as pessoas que apresentam coinfecção HCV-HIV são as mesmas preconizadas para pacientes não coinfectados. Porém, os medicamentos utilizados para o tratamento da hepatite C em pacientes coinfectados HCV-HIV devem ser compatíveis com a terapia antirretroviral (TARV). As principais interações observadas entre os AAD e a TARV estão detalhadas no PCDT, mas outras ferramentas também podem ser utilizadas para consulta como aplicativos disponíveis online. Objetivos: Demonstrar o acompanhamento farmacoterapêutico dos pacientes portadores de HC coinfectados com HIV no ambulatório de Hepatites Virais do município de Uruguaiana. Metodologia: Esta é uma pesquisa observacional, no qual foi possível acompanhar a rotina dos atendimentos das farmacêuticas no referido serviço. Resultados: A consulta farmacêutica é realizada antes do início do tratamento e mensalmente a todos os pacientes em tratamento no Ambulatório de Hepatites Virais do município de Uruguaiana. Nesta consulta são coletados os dados pessoais e clínicos como farmacoterapia em uso bem como repassadas informações quanto a importância e cuidados durante o tratamento. Todos esses dados eram registrados em fichas de acompanhamento farmacoterapêutico. Neste momento eram avaliadas as possíveis interações através das ferramentas disponíveis (PCDT e /ou aplicativo). Para os pacientes coinfectados, em caso de prováveis interações medicamentosas, respeitando-se o histórico de uso de TARV e genotipagens prévias, deve ser avaliada e considerada a substituição da TARV através de decisão juntamente com a equipe multidisciplinar. Conclusão: Dessa forma, fica evidente que a definição de estratégias de gestão dos riscos associados ao uso do medicamento requer medidas preventivas ou que minimizem o impacto no resultado do tratamento como observado no Ambulatório de Hepatites Virais de Uruguaiana. Neste âmbito, a Atenção Farmacêutica favorece a obtenção de resultados efetivos na farmacoterapia e, o farmacêutico age visando o uso racional, a adesão do paciente e o uso correto do medicamento.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
AUGUSTA DE BAIRROS ZAMBRANO, L.; ALTAMIRANDO BITTENCOURT, R.; MARTINI PIEGAS, E.; JOSÉ MARTINS PARISOTTO, A.; ELISA HAAS, S.; ILHA ZIOLKOWSKI, M. ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES EM TRATAMENTO COM REGIMES AAD PARA HEPATITE C COINFECTADOS COM HIV. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.