PROMOVENDO CONHECIMENTO: INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTS) EM UMA UNIDADE DO EXÉRCITO BRASILEIRO DE FRONTEIRA

  • Eduarda Ferretti
  • Eduarda Pires Pizzuti
  • Maurício Martins Charão
  • Bruna Garcia de Souza
  • João Felipe Peres Rezer
Rótulo infecções, sexuamente, transmissíveis, medicina, militar, saúde, pública

Resumo

Introdução: As ISTs afetam principalmente jovens com comportamentos sexuais de risco, no entanto, há grande prevalência entre militares ativos em comparação com a população. Dessa forma, o Núcleo de Pesquisa Ensino e Extensão de Doenças Infectocontagiosas (NUPEEDIC) da UNIPAMPA, como estratégia de educação em saúde, realizou uma atividade em setembro de 2019, a fim de promover discussão e informação aos militares do 22º Grupo de Artilharia de Campanha (22º GAC). Objetivo: Relatar a experiência de uma ação extensionista de educação em saúde sobre ISTs realizada com o 22º GAC. Metodologia: A atividade foi realizada no 22º GAC com 90 soldados do Efetivo Variável a fim de sensibilizar o público quanto aos sintomas, transmissão e prevenção contra o HIV/Aids, sífilis, gonorreia, herpes genital, hepatites virais e HPV. Os soldados foram divididos em trios. Após cada afirmativa, o trio teve tempo para analisar se a assertiva era verdadeira ou falsa, a seguir era solicitado que alguém explicasse a questão para todo o agrupamento. Nesse momento os integrantes do NUPEEDIC complementavam as informações. Foi reforçado o pedido para que os soldados realizem testes rápidos periodicamente e para que utilizem preservativos em todas as relações sexuais. Resultados: Através das respostas obtidas, percebeu-se que a grande maioria dos soldados estava bem informado acerca da importância do uso de preservativo, das vacinas contras a hepatite B e contra o HPV, sobre as formas de tratamento e também sobre os testes rápidos. Notou-se, também, o desconhecimento prévio sobre os sintomas causados por cada doença. Também se evidenciou um grau elevado de incerteza sobre a forma de transmissão do HIV e do HPV e sobre as consequências de não tratar as ISTs. Antes da invenção da artilharia moderna, as ISTs eram mais letais do que o combate em guerra. Atualmente, elas continuam sendo um importante problema de saúde, correspondendo a 75% dos atendimentos médicos militares nos Estados Unidos da América. Os estudos recentes na área da medicina militar revelam que existe um risco contínuo de aquisição de ISTs durante o serviço militar, em especial no primeiro ano de serviço. No Brasil, ainda não existem muitos dados epidemiológicos sobre a prevalência dessas doenças no efetivo militar. Mesmo assim, o Ministério da Defesa tem promovido cursos de capacitação sobre prevenção e controle de HIV/Aids nas Forças Armadas. Conclusão: No Brasil, o Serviço Único de Saúde disponibiliza testes rápidos como método de rastreio para Sífilis, Hepatite B e C e HIV. Também oferta tratamento gratuito para as ISTs, todavia, é necessário desenvolver vigilância e educação preventiva de maneira continuada com atividades como a realizada para esse público específico. Ações semelhantes devem ser praticadas tanto para o aprimoramento do acadêmico da área da saúde como para a disseminação de informações para comunidade. 

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
FERRETTI, E.; PIRES PIZZUTI, E.; MARTINS CHARÃO, M.; GARCIA DE SOUZA, B.; FELIPE PERES REZER, J. PROMOVENDO CONHECIMENTO: INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (ISTS) EM UMA UNIDADE DO EXÉRCITO BRASILEIRO DE FRONTEIRA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.