ANÁLISE DA ARBORIZAÇÃO EM AVENIDAS EM SÃO GABRIEL

  • Emily Carol Schroeder Lesse
  • Kellen Pujol Kaufmann
  • Gustavo de Souza Pinto
  • Susiane Paloma Haugg
  • Daniel Elberto Arce
  • André Carlos Cruz Copetti
Rótulo estética, espécies, meio, urbano

Resumo

No planejamento urbano, a arborização é de suma importância para manutenção da qualidade de vida dos habitantes, além de influenciar significativamente na estética da cidade. Desde os mais remotos tempos, a importância da vegetação variou entre garantir a sobrevivência dos povos, até o uso puramente estético (BONAMEETTI, 2003). Neste contexto são utilizadas muitas espécies para estética das cidades além de outros benefícios intrinsecamente ligados a arborização. Porém nem todas as espécies utilizadas são resistentes ao meio urbano, isso pode gerar estresse por solos compactados e rasos. O produto deste trabalho irá auxiliar na escolha de espécies adaptadas, serão analisadas espécies utilizadas em avenidas de São Gabriel no Rio Grande do Sul, como elas estão adaptadas e se não tem problemas ligados a elas e partindo deste ponto escolher as melhores ou indicar espécies semelhantes para substituir e implantar nas avenidas e canteiros. O trabalho foi efetuado no primeiro semestre de 2019 a partir da identificação e contagem das espécies em 19 km da Avenida Antônio Trilha em São Gabriel no Rio Grande do Sul. Os dados foram tabulados e também foram analisadas características de desenvolvimento. Foram contabilizadas 176 espécies de porte arbóreo onde 16 estavam cortadas ou mortas. Apresentou-se um alto índice de extremosa com 99 indivíduos totalizando 56,25% da arborização da avenida os resultados da extremosa (Lagerstroemia indica) também foram um tanto controversos, pois 59,5% delas estavam sofrendo com estresse urbano apesar de estar em maior número o que mostra um possível erro na escolha desta espécie para a arborização de avenidas, a segunda espécie alta ocorrência foi o Ligustrum lucidum com 14,7% exibindo um alto nível de adaptação desde a muda, porém Ligustro não seria o mais indicado para arborização pois trata-se de uma espécie exótica contaminadora de matas ciliares e invasora se dispersando muito rápido. As espécies mais inadequadas para arborização identificadas por diferentes critérios foram o Ipê Rosa (Handroanthus heptaphyllus) que as raízes estavam quebrando o asfalto, a espirradeira (Nerium oleander) que contém flores toxicas e guapuruvu (Schizolobium parahyba) por seu tamanho elevado de copa que pode interferir nos fios de luz. Depois dessa análise seria recomendado o uso de Pitanga, Manacá-de-cheiro, leiteira e espécies nativas que não apresentem porte elevado. Conclui-se que um estudo mais detalhado de espécies antes da implantação das mesmas na arborização resolveria os problemas citados acima. BONAMETTI, J. H. Arborização urbana. Terra e Cultura: caderno de ensino e pesquisa. Londrina, UniFil, n. 36, 51-55, 2003.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
CAROL SCHROEDER LESSE, E.; PUJOL KAUFMANN, K.; DE SOUZA PINTO, G.; PALOMA HAUGG, S.; ELBERTO ARCE, D.; CARLOS CRUZ COPETTI, A. ANÁLISE DA ARBORIZAÇÃO EM AVENIDAS EM SÃO GABRIEL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.