MULHERES SEM FRONTEIRAS: O ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA DE GENÊRO NO ÂMBITO ESCOLAR

  • Camila Telles Silva
  • Juliana Galhardo
  • Taise Segobia
  • Jaqueline Carvalho Quadrado
Rótulo Gênero, Sexualidade, Educação

Resumo

Há ainda muito preconceito na sociedade - e ele se reflete na escola - homolesbotransfobia, racismo, violência contra a mulher e intolerância religiosa, são alguns dos exemplos.Ao se calar frente a essa realidade, a escola acaba fechando os olhos para o preconceito - que tende a se materializar nos mais diversos casos de violência e homolesbotransfobia que vemos com frequência na mídia, fora os que não são noticiados, visibilizados. Observa-se um desemparo legal para a equidade. Prova disto é a falácia de uma ideologia de gênero. Políticas públicas que se propuseram a tratar explicitamente do tema foram barradas, a exemplo da supressão das menções aos termos gênero e sexualidade de importantes documentos educacionais como a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e os Planos Municipais e Estaduais de Educação.À exceção é a Lei Maria da Penha que expressa diretamente a necessidade de debater desigualdade de gênero na escola, demais instrumentos legais como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica (LDB) não garantem diretamente a abordagem dos direitos de pessoas LGBTIs, por exemplo.Os objetivos se concentram em discorrer acerca de como se articula e planeja as ações desenvolvidas pelo projeto Mulheres Sem Fronteiras, nas escolas públicas da cidade de São Borja/RS, tem também, como objetivo promover a importância do debate dessas temáticas, de forma a evidenciar e promover a garantia dos direitos humanos no âmbito escolar. Estudo descritivo analítico, tipo relato de experiência. As atividades são desenvolvidas com as/os estudantes do ensino médio, do primeiro ao terceiro anos, no turno diurno.As ferramentas metodológicas são:diálogo, dinâmicas e atividades lúdicas, relacionada à sexualidade e à adolescência: gênero, violência, diversidade, feminismos, conforme as demandas, necessidades e anseios do público-alvo. Os encontros ocorrem semanalmente, com duração de uma hora e meia. Percebe-se que o espaço educacional se configura como um instrumento para as transformações que ocorrem no campo da diversidade, apresentando-se como um espaço de interação, fortalecendo ações e atividades, permitindo a articulação dos saberes e práticas com o cotidiano dos jovens envolvidos. Para problematizar as ideias que levam à discriminação, é preciso colocar a diversidade em discussão (e isso vale não só para a sexual, mas também para a racial, a socioeconômica e qualquer outra). Não importa a idade do aluno. O que varia, é claro, é a abordagem. Atitudes discriminatórias são aprendidas. Isto é particularmente relevante e confirmado por várias evidências que mostram como adolescentes incorporam suas opiniões e atitudes de discriminação contra grupos sociais que são tradicionalmente marginalizados e excluídos, tais debates são de extrema importância para que possam auxiliar no processo de construção de uma identidade autônoma dos alunos, bem como traçar resistência no enfrentamento à opressão de gênero e violência nos ambientes escolares.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
TELLES SILVA, C.; GALHARDO, J.; SEGOBIA, T.; CARVALHO QUADRADO, J. MULHERES SEM FRONTEIRAS: O ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA DE GENÊRO NO ÂMBITO ESCOLAR. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.