Eugenia e o branqueamento racial

  • Diego Camargo
  • Andressa Vieira Almeida
  • Edson Romario Monteiro Paniagua
Rótulo PET-Historia, Africa, Eugenia, Branqueamento, Racismo, Estrutural

Resumo

O trabalho tem como objetivo, apresentar um relato de experiência da participação do PET- História da África, na mesa Contextualizando o Racismo, na Semana Acadêmica do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia (BICT), da UNIPAMPA- Campus Itaqui, que foi realizado 12 de junho de 2019. A discussão teve como base as questões relativas a eugenia na era Vargas contextualizando com o racismo estrutural existente na sociedade contemporânea. A metodologia utilizada referente a abordagem da eugenia, racismo estrutural e questionário foram as fases, que de acordo com quivy & campenhoudt (1995) são: a) questão inicial, b) exploração do tema c) problemática d)modelo de análise e) coleta de dados f) análise de informações g) conclusões. A palestra teve quatro abordagens. A primeira, contextualizando a eugenia, termo criado por Fracis Galton, antropólogo inglês do século XIX, que afirmava que a capacidade intelectual e física eram passadas de geração em geração. Assim criando uma justificativa para a exclusão de negros, asiáticos, imigrante e deficientes. No segundo, momento foi apresentado a eugenia no Brasil, estudada por Raimundo Nina Rodrigues que observava, os mistérios da mente e do espírito dos negros brasileiros. Mas, foi em 1914 que o termo ganhou notoriedade no país, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. A capital passava por uma crise de epidemias e acreditava-se que eram causadas pelos negros recém libertos. A eugenia ganha formas diferentes no Brasil, sendo assim utilizada como uma higienização e saúde social. Renato Kehl foi considerado o pai da eugenia. Acreditava que o progresso racial só podia ser possível se a raça branca fosse predominante. A terceira abordagem, deu-se através da relação entre a eugenia no estado novo, Era vargas, em que próprio presidente era a favor da purificação racial. A eugenia foi base para uma lei de imigração, onde só se permitia entrada de portugueses e suecos para se ter um branqueamento da população. por ultimo, buscou relacionar a eugenia com racismo estrutural, pois logo que a teoria se espalhou pelo mundo, cria-se uma perspectiva de hegemonização racial. Nos dias atuais essa hegemonização racial é presente quando se questiona a quantidade de negros que ocupam cargos de chefia, docência, que possuem ensino superior. Após a abordagem dos quatro pontos, foi aberto um momento para o diálogo entre os palestrantes e o público. A mesa Contextualizando o Racismo contou com a participação de quatro bolsista do PET- História da África, 27 participantes que responderam o questionário a respeito do programa e da palestra, ressaltando a importância de assuntos como racismo no meio acadêmico serem discutidos. A interação entre outro grupo de PET e um campus que não possui uma discussão ampla sobre questões raciais, possibilita a inserção da interdisciplinaridade e também o auto pertencimento de alunos negros a partir da palestra do PET- História da África.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
CAMARGO, D.; VIEIRA ALMEIDA, A.; ROMARIO MONTEIRO PANIAGUA, E. Eugenia e o branqueamento racial. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.