ESCUTAR, FALAR, PENSAR E IMAGINAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

  • Joice Pessoa
  • Verônica Correa Vieira
  • Lucas Monks dos Santos
  • Rachel Freitas Pereira
  • Silvana Souza Peres de Oliveira
Rótulo Crianças, Educação, Infantil, Teatro

Resumo

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo relatar as experiências que nos foram proporcionadas através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência PIBID, do Subprojeto Pedagogia da UNIPAMPA, intitulado As Múltiplas Linguagens na Educação Infantil. Todas as intervenções realizadas nas escolas parceiras do PIBID decorrem de um projeto coletivo intitulado Histórias que encantam... Linguagens que se entrelaçam. A prática pedagógica analisada no presente trabalho foi realizada na Escola Municipal de Educação Infantil - EMEI Casa da Criança localizada no município de Jaguarão/RS para as crianças da Creche a Pré-escola, com idades entre 0 e 5 anos. Teve como foco propiciar às crianças uma interação com o teatro na escola, bem como analisar suas relações com esta linguagem. Na semana em comemoração ao dia das crianças, o grupo de pibidianos que atuava na escola pensou na organização de um teatro que contemplasse a todas as crianças. Então, foi realizada uma apresentação teatral de fantoches, com os quais se interpretou uma releitura da história Chapeuzinho Vermelho, um clássico da literatura infantil. O espaço onde ocorreu a apresentação foi pensado com a finalidade de proporcionar uma maior interação entre as crianças e os personagens da peça, de modo que elas se sentissem participantes de um espetáculo. No decorrer da apresentação, pudemos observar a interação e participação das crianças das diferentes faixas-etárias. Elas se expressavam através dos gestos, das risadas, participaram cantando, antecipando os acontecimentos da história, e manifestando muito entusiasmo. Ao final, foi proposta uma conversa sobre o conto, momento em que as crianças puderam relatar suas impressões, e puderam explorar os fantoches da peça. Foi gratificante observar os bebês encantados com o movimento dos fantoches, com a musicalidade que embalava as falas dos personagens. Já, as crianças maiores relacionavam a história com acontecimentos do seu cotidiano. Para fundamentar teoricamente esse trabalho, utilizamos a contribuição dos autores: Arcoverde (2018), Koudela & Santana (2005), e Vygotsky (1989). Pode-se observar que é pertinente promover essas interações artísticas no âmbito educacional, contudo, devido aos desafios diários da docência poucas são as oportunidades de promoção à essas práticas motivadoras da aprendizagem e ludicidade. Segundo Vygotsky (1989) a criança desenvolve linguagens, costumes, modos de agir e de pensar, decorrentes de seu meio, e essas articulações se conectam e são enriquecidas através da interação social que os espaços escolares possibilitam. As crianças desde cedo estão em contato com as múltiplas linguagens, e o teatro é uma destas linguagens que possibilita o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas. Portanto, por meio das expressões artísticas, a criança torna-se mais segura para se expressar, comunicar, além de pensar e imaginar.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
PESSOA, J.; CORREA VIEIRA, V.; MONKS DOS SANTOS, L.; FREITAS PEREIRA, R.; SOUZA PERES DE OLIVEIRA, S. ESCUTAR, FALAR, PENSAR E IMAGINAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O TEATRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.