ESTABILIZAÇÃO CIRÚRGICA DA COLUNA VERTEBRAL LOMBAR EM CÃO - RELATO DE CASO

  • Jorge Abrão Pinto Vilela
  • Gabriela Lugoch
  • Sandy Primaz Liara
  • Angela Valentina De La Porta Machado
  • Diego Vilibaldo Beckmann
  • Marilia Tereza de Oliveira
Rótulo Fratura/Luxação, trauma, medula, espinhal

Resumo

As fraturas/luxações das vértebras lombossacrais são relativamente comuns na rotina neurológica de pequenos animais devido à conformação e estática cinética sacral. A maioria dessas fraturas é proveniente de traumas flexionais da região, sendo os acidentes automobilísticos a principal causa desses traumas. O objetivo deste relato é descrever a estabilização cirúrgica em um canino com fratura na 5ª vértebra lombar (L5) e subluxação entre as vértebras L4 e L5. Foi atendido pelo setor de neurologia do Hospital Veterinário da Unipampa (HUVet-Unipampa), um canino fêmea, de dois anos, sem raça definida, pesando 16,5 quilos, com histórico de trauma da medula espinhal e paresia dos membros pélvicos há 7 dias, causado por atropelamento. Através do exame neurológico verificou-se ausência de reações proprioceptivas em nos membros pélvicos, ausência de reflexos segmentares, porém com presença de dor profunda, indicando lesão no segmento L4-S3 da medula espinhal, em grau 3 de disfunção neurológica. A paciente foi encaminhada para realização de radiografia simples e foi verificado fratura em L5 associada à subluxação entre L4-L5, compatíveis com a neurolocalização da lesão. Optou-se pela correção cirúrgica pela estabilização das vértebras L4-L5 com utilização de pinos de Schanz e resina acrílica. Durante o procedimento, a subluxação foi reduzida com dois pinos de steinmann e a fixação foi feita com pinos de Schanz, sendo dois introduzidos no corpo de L4 e dois no corpo de L5. O posicionamento dos implantes foi avaliado no transoperatório através de radiografia. A resina acrílica foi posicionada, promovendo estabilidade vertebral. A paciente apresentou melhora do quadro já no segundo dia de pós-operatório, apresentando deambulação, mesmo com dificuldade, e movimentação dos membros pélvicos. O prognóstico para o caso exposto era favorável e dessa forma ao terceiro dia o animal estava caminhando com menos dificuldade, apenas com ataxia, não demonstrando dor, sendo classificada em grau 2 de disfunção neurológica . O procedimento cirúrgico é indicado em casos como este, sendo a escolha da técnica variável, conforme as características da lesão e preferência do cirurgião, baseada em sua experiência profissional. A presença de dor profunda indica prognóstico favorável a resevado nos casos de traumatismo da medula espinhal, sendo que em pacientes em grau cinco, sem dor profunda, a possibilidade de remissão do quadro é menor. A partir deste relato de caso, podemos observar o poder diagnóstico do exame neurológico na neurolocalização da lesão, assim como no prognóstico do animal, e consequentemente na escolha apropriada da terapia, que comprovou a rápida intervenção cirúrgica como eficaz em casos de fratura associada a subluxação.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
ABRÃO PINTO VILELA, J.; LUGOCH, G.; PRIMAZ LIARA, S.; VALENTINA DE LA PORTA MACHADO, A.; VILIBALDO BECKMANN, D.; TEREZA DE OLIVEIRA, M. ESTABILIZAÇÃO CIRÚRGICA DA COLUNA VERTEBRAL LOMBAR EM CÃO - RELATO DE CASO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.