DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE ESCOLARES DO MUNICÍPIO DE ITAQUI/RS: DEMANDAS PARA INTERVENÇÕES EDUCATIVAS

  • Andressa Santos
  • Andressa Mendonça Dos Santos
  • Andressa Cargnin Lopes
  • Stephanie Rigo Correa
  • Marthielle Villaverde Araujo
  • Kauane Borges De Melo
  • Lana Carneiro Almeida
Rótulo Hábitos, alimentares, Alimentação, infância, Educação, nutricional

Resumo

A promoção de hábitos saudáveis nas escolas é importante para auxiliar na melhoria das condições de saúde de crianças e adolescentes. Conhecer o estado nutricional desse público é necessário para que intervenções mais efetivas possam ser realizadas no âmbito escolar. Este trabalho objetivou conhecer o consumo alimentar e o estado antropométrico de escolares de Itaqui/RS e apresenta a fase do diagnóstico de um estudo de intervenção experimental realizado de maio a julho de 2019. A população-alvo foi constituída por 19 crianças de 8 a 11 anos, maioria (63%) do sexo feminino, do 4º Ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Otávio Silveira. Obteve-se consentimento prévio dos responsáveis pelas crianças. Investigou-se a frequência de consumo alimentar dos sete dias anteriores à entrevista, através do formulário de Marcadores do Consumo Alimentar do SISVAN de 2008, que foi categorizada em consumo regular (≥5x/semana) e não regular (<5x/semana). Perguntou-se ainda quais alimentos normalmente a criança consome no lanche da escola, que foram classificados de acordo com o processamento, conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014. Foram avaliados o peso e a altura das crianças, gerando-se o Índice de Massa Corpórea para Idade, classificado em eutrofia, sobrepeso e obesidade segundo as curvas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2007. Participaram do diagnóstico doze crianças, dois terços do sexo feminino. Os resultados revelaram uma boa frequência no consumo regular de feijão (n=9, 75%), porém uma frequência insuficiente no consumo regular de frutas frescas (n=6, 50%), leite e derivados (n=5, 41,6%), salada crua (n=4, 33,3%), legumes e verduras cozidos (n=4, 33,3%). A frequência de consumo regular dos marcadores de consumo alimentar não saudável revelou resultados satisfatórios para batata frita/de pacote e salgados fritos (n=2, 16,6%), biscoitos salgados/salgadinhos de pacote (n=2, 16,6%) e biscoitos doces/recheados e guloseimas (n=2, 16,6%), embora o consumo regular de embutidos e refrigerantes tenha sido referido por um quarto e um terço da amostra, respectivamente. A classificação do consumo na escola evidenciou dois (18,2%) lanches in natura ou minimamente processados, seis (54,5%) processados e seis (54,5%) ultraprocessados. Três (25%) crianças foram diagnosticadas com obesidade, duas (16,7%) com sobrepeso e sete (58%) com eutrofia. Diante do diagnóstico de 32% de excesso de peso, alta proporção de consumo de processados e ultraprocessados no lanche da escola, baixa frequência de consumo regular de frutas, legumes, verduras e leite, e da frequência observada no consumo regular de embutidos e refrigerantes, conclui-se que intervenções educativas são necessárias para conscientizar a amostra e seus responsáveis sobre a importância do consumo de alimentos in natura/minimamente processados e os riscos do alto consumo de ultraprocessados. Palavras-chave: Hábitos alimentares. Alimentação na infância. Educação nutricional.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
SANTOS, A.; MENDONÇA DOS SANTOS, A.; CARGNIN LOPES, A.; RIGO CORREA, S.; VILLAVERDE ARAUJO, M.; BORGES DE MELO, K.; CARNEIRO ALMEIDA, L. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL DE ESCOLARES DO MUNICÍPIO DE ITAQUI/RS: DEMANDAS PARA INTERVENÇÕES EDUCATIVAS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.