RELATO DE EXPERIÊNCIA DA I JORNADA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA CIDADE DE SÃO BORJA

  • Andressa Vieira Almeida
  • Carol da Silva Moreira
  • Danielle Vaz Maciel
  • Muriel Pinto
Rótulo Consciência, Negra, PET, História, África, São, Borja

Resumo

Este trabalho busca apresentar um relato de experiência da I Jornada da Consciência Negra, organizada pelo Programa de Ensino Tutorial, PET História da África, da Universidade Federal do Pampa, UNIPAMPA, campus São Borja, com parceria da Secretaria Municipal de Cultura do município de São Borja, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de São Borja, do SENAC São Borja, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha e da Câmara Municipal de Vereadores. O evento foi realizado nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2018 em São Borja. Contou com uma agenda diversificada que buscou promover reflexões acerca do dia 20 de novembro. A semana da Consciência Negra tem como objetivo fomentar a discussão sobre o papel do negro na sociedade brasileira, considerando que o processo colonial criou diversas práticas sócio-políticas de exclusão e apagamento da história da população negra-africana. As ferramentas metodológicas utilizadas para a elaboração da Jornada foram as fases do processo de planejamento de evento, que de acordo com Matias (2004), são: a) Concepção; b) Pré-evento; c) Per ou Transevento e d) Pós evento. O evento teve início com o Cine Pet, que ocorreu no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do bairro Paraboi. O filme KIRIKU, que conta a lenda de um recém-nascido superdotado que é o salvador de sua aldeia ameaçada pela feiticeira Karabá. A escolha do filme deu-se para mostrar a importância de contar a história da população negra-africana para as crianças desde cedo, fazendo com que elas reconheçam suas origens e possam vir a se reconhecer como negros em diáspora. A jornada foi constituída em cinco mesas culturais que abordaram como temas: a religiosidade, a mídia e representatividade, a segurança pública, a estética negra e a musicalidade. Foram promovidas três oficinas no decorrer do evento, tendo como mote máscaras africanas, culinária afro-brasileira e maquiagem para pessoas negras. As oficinas ocorreram na Praça XV de Novembro e no CRAS. A oficina de gastronomia, foi realizado por estudantes de gastronomia do IFFar, a oficina de maquiagem foi realizado por Jessica Somavilla, professora do curso de maquiador no SENAC e a oficina de máscaras africanas foi ofertada pelos petianos . Como encerramento do evento, a barbearia Velho Oeste ofereceu cortes de cabelo, e foram expostas fotografias produzidas pelo petiano Diego Camargo e pelo aluno de Jornalismo, Otávio Tinoco. As fotos foram feitas com alunos negros da UNIPAMPA, expondo a beleza negra e dando visibilidade a eles na cidade de São Borja. A I Jornada da Consciência Negra, contou com onze organizadores, sendo dez bolsistas e o tutor, Muriel Pinto, as mesas culturais do evento tiveram quatorze palestrantes e treze oficineiros,e aproximadamente cem participantes. O resultado foi uma interação entre culturas africanas e culturas locais, possibilitando a inserção e identificação da cultura na comunidade são-borjense.

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Publicado
2020-12-04
Como Citar
VIEIRA ALMEIDA, A.; DA SILVA MOREIRA, C.; VAZ MACIEL, D.; PINTO, M. RELATO DE EXPERIÊNCIA DA I JORNADA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA CIDADE DE SÃO BORJA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 3, 4 dez. 2020.