MANUTENÇÃO DO CATETER VENOSO CENTRAL DE CURTA PERMANÊNCIA: ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO

Autores

  • Andressa Ferreira
  • Andriely Rosa da Silva
  • Daiana Goulart Duran
  • Josefine Busanello
  • Daniela Moreira Acunha dos Santos
  • Ana Paula de Lima Escobar

Palavras-chave:

cateter, venoso, central, unidade, terapia, intensiva, segurança, paciente, permeabilidade, cateteres

Resumo

O cateter venoso central é definido como um dispositivo intravascular utilizado em pacientes que necessitam de intervenções terapêuticas complexas, com a finalidade de promover a terapia infusional de grande volumes de líquidos e na inviabilidade de um acesso venoso periférico. Justifica-se a relevância dessa abordagem para reforçar a importância do conhecimento prático-teórico dos profissionais atuantes em unidade de terapia intensiva adulto acerca dos cuidados de enfermagem com cateter venoso central de curta permanência do tipo não tunelizado de mono e duplo lúmen para a segurança do paciente. Objetiva-se relatar a experiência da elaboração de um cartaz com a ilustração e descrição dos cuidados para a manutenção do cateter venoso de curta permanência do tipo não tunelizado. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, está vinculado ao projeto de extensão intitulado Sistematização da assistência em Unidade de Terapia Intensiva, desenvolvido pelo LACIN (Laboratório de Estudos e pesquisa em Cuidados Intensivos) da UNIPAMPA. Realizou-se, no mês agosto e setembro de 2020, revisão de literatura buscando identificar os principais cuidados para a manutenção do CVC de curta permanência, pertinentes ao contexto de cuidado de terapia intensiva. Foi utilizada a ferramenta CANVA para elaboração do material do tipo cartaz, contendo ilustrações próprias da ferramenta e imagens de domínio público encontradas no google imagens. Realizou-se um cartaz contendo orientações para a realização dos cuidados de enfermagem envolvendo a avaliação diária, permeabilidade e manipulação, e técnica e os tipos de curativos cateter venoso central de curta permanência. Na avaliação diária do cateter destaca-se: inspeção do sítio de inserção e palpação na pele adjacente, observando sinais de infecção. Para a permeabilidade é recomendado o uso de flushing com heparina a cada 8 horas. Também, para a manipulação, é necessário realizar limpeza do hub com clorexidina alcoólica 0,5 antes da administração de medicamentos. A limpeza do sítio de inserção, pele adjacente e cateter deve ser realizado com clorexidina alcoólica 0,5%. Recomenda-se curativo diário, quando oclusivo com gaze. E curativo transparente, se inserção sem secreção e umidade, com troca em até 7 dias. Acredita-se que o cartaz produzido poderá ser utilizado por profissionais da enfermagem atuantes em unidade de terapia intensiva, contribuindo para a otimização do manejo diário de cateteres centrais de curta permanência, e com a diminuição de complicações, que podem ser causadas pela prática incorreta de cuidados de enfermagem bem como a efetivação da assistência segura.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

MANUTENÇÃO DO CATETER VENOSO CENTRAL DE CURTA PERMANÊNCIA: ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106754. Acesso em: 27 abr. 2026.