SAÚDE MENTAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA: AUSÊNCIAS QUE PERPASSAM OS CURSOS DE GRADUAÇÃO

Autores

  • Mylena da Rosa
  • Victória Braseiro Vernes
  • Fabiula Aquino Vilaverde
  • Rodrigo De Souza Balk
  • Tatiane Motta Da Costa E Silva

Palavras-chave:

Inclusão, Social, Prática, Profissional, Saúde, Formação

Resumo

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência assegura que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades como os demais indivíduos e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação. Entretanto, ainda prevalecem barreiras para que os direitos sejam exercidos em sua totalidade, o que pode comprometer o bem-estar mental desta população. O capacitismo, prática que enxerga o corpo com deficiência como anormal, faz com que muitos profissionais da área da saúde encarem a deficiência como um problema sem solução, por não conhecer de fato suas limitações, evidenciando uma lacuna na formação acerca da temática da deficiência. Diante disso, o estudo tem por objetivo refletir acerca das práticas de formação em saúde para o atendimento à pessoa com deficiência, no que se refere ao cuidado em saúde mental. Durante experiências prévias de atividades práticas em Estratégias de Saúde da Família realizadas enquanto acadêmicas dos cursos de graduação em Fisioterapia e Enfermagem, observou-se a falta de conhecimento dos profissionais de saúde sobre a temática, iniciando uma teorização sobre a falta de humanização e a presença do modelo caritativo, no qual a pessoa com deficiência, por vezes recebe olhares de piedade e/ou é infantilizada durante o atendimento. Perante essas vivências, posteriormente, como bolsistas do Programa de Educação Tutorial Práticas Integradas em Saúde Coletiva, realizou-se discussões sobre o Caderno de Atenção Básica de Saúde Mental elaborado pelo Ministério da Saúde, suplementando por pesquisas bibliográficas sobre a Saúde da Pessoa com Deficiência. Constatamos que a saúde mental, o manejo à pessoa com deficiência, e a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, são temas pouco abordados na prática durante os componentes curriculares da graduação, por consequência ficam muito distantes das práticas profissionais, gerando estresse nos atendimentos em saúde desta população. Com isso, o desgaste mental da pessoa com deficiência pode estar associado à necessidade de luta constante pelos direitos já fundamentados em lei, pelo fim dos estereótipos e pela inclusão, e não somente pela inserção social, ainda, podendo ser adjunta à autoimagem, imagem corporal, identidade e baixa autoestima. Complementar a isto, estão conflitos familiares muito presentes nesta população, por falta de aceitação e busca direta de autonomia. Contudo, observa-se que a saúde mental da pessoa com deficiência pode ser afetada devido à falta de conhecimento dos profissionais de saúde, salientando-se a necessidade da prática da humanização desde a sua formação, sendo possível evidenciar a sua escassez nas Unidades de Saúde. Assim, torna-se essencial a prática da Rede de Cuidados e suas diretrizes para estes indivíduos, dando ênfase à sua Saúde Mental desde a academia, visto que o bem-estar mental faz parte da definição de saúde e que o olhar biopsicossocial deve ser abordado nas práticas interdisciplinares dos profissionais de saúde.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

SAÚDE MENTAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA: AUSÊNCIAS QUE PERPASSAM OS CURSOS DE GRADUAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106739. Acesso em: 27 abr. 2026.