PRINCIPAIS HELMINTOS ENCONTRADOS EM EQUINOS JOVENS E ADULTOS NA CAMPANHA GAÚCHA

Autores

  • Cassiano Moreira
  • Mariana Luz Silva Diniz de Oliveira
  • Jeaniffer Malgarejo Vieira
  • Luiane Pacheco da Silva
  • Anelise Afonso Martins
  • Lourdes Caruccio Hirschmann

Palavras-chave:

Parasitose, Cavalos, Nematódeos, Equinos, Helmintos

Resumo

A sanidade animal é um dos fatores a ser levado em consideração em todas as áreas de produção. Nos equinos o parasitismo gastrintestinal pode causar prejuízos de curto e longo prazo, podendo ocasionar retardo no desenvolvimento, cólicas, diarreias intensas e predisposição a infecções secundarias podendo levar ao óbito. O ambiente influi diretamente na carga parasitaria por isto a importância da análise e identificação dos parasitas presentes nos animais para prevenção e controle. O trabalho objetivou quantificar e identificar helmintos que acometem os equinos jovens e adultos no município de Dom Pedrito e região. O trabalho foi realizado no Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal do Pampa durante o período de 2019 a 2020. Foram recebidas amostras de fezes de equinos, macho e fêmeas com idades entre um a sete anos, mantidos em sistema extensivo de criação. As amostras fecais foram encaminhadas para a realização de exames de quantificação de ovos por grama de fezes (OPG) e coprocultura para a identificação dos parasitas presentes. Das 121 amostras recebidas foi observado que 87,6% (106/121) eram de fêmeas e 12,4% (15/121) de machos. Quanto à idade 43% (52/121) eram jovens entre 1 a 3 anos e 57% (69/121) adultos de 4 a 7 anos. Em relação ao município, 85% eram de Dom Pedrito, 12% de Bagé e 3% de Pinheiro Machado/RS. Foi verificado que 68,6% (83/121) estavam com OPG acima do recomendado (>300), os valores variaram entre 450 a 4500 OPG necessitando de tratamento anti-helmíntico. Ao compararmos animais adultos aos jovens, verificou-se maior contaminação nos jovens 1839 OPG enquanto nos adultos o OPG foi de 1109, no entanto a média das duas categorias foram elevadas. Verificou-se infecção mista em 72% das amostras, os gêneros encontrados foram Strongylus sp., Ciatostomíneos, Trichostrongylus sp., Parascaris spp, Oxyuris sp. Em 15% das amostras, encontrou-se somente Oxyuris sp, e em 13% somente Parascaris spp. Observou-se que nos animais jovens o gênero de maior ocorrência foi Parascaris spp (53%), Strongylus sp (38%) e Ciatostomíneos (9%). Nos adultos foi observado 49% de Strongylus sp., 36% Ciatostomíneos e 15% de Oxyuris sp. Conclui-se que a análise parasitológica de equinos é de suma importância, pois possibilitou constatar a elevada carga parasitaria dos animais e a necessidade de tratamento efetivo. Observou-se que os equinos jovens foram mais suscetíveis a verminose, pois apresentaram maior quantidade de OPG, no entanto as duas categorias apresentaram a média de elevada.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

PRINCIPAIS HELMINTOS ENCONTRADOS EM EQUINOS JOVENS E ADULTOS NA CAMPANHA GAÚCHA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 3, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/106699. Acesso em: 27 abr. 2026.