AVALIAÇÃO DA ADAPTAÇÃO DOCENTE AO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL

Autores

  • Arthur de Almeida
  • Rodrigo de Cássio da Silva
  • Mariane Regina Kraviski

Palavras-chave:

COVID-19, Ensino, Formação, Docente

Resumo

Essa pesquisa foi motivada pelas situações vivenciadas nos últimos meses pelos autores, no que diz a respeito as constantes reivindicações de docentes em relação ao novo formato de ensino não presencial, ao qual a maior parte teve que se adaptar em função do isolamento social provocado pela pandemia da COVID-19. Portanto, é nesse contexto que esta pesquisa se insere. O objetivo geral desse estudo é avaliar o grau de adaptação de docentes em relação ao ensino remoto emergencial sob o contexto de satisfação pessoal, formação ao uso de plataformas e ferramentas digitais bem como sobrecarga de trabalho. Para a presente pesquisa quali-quantitativa, a coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado (Google Formulários) que continha 18 perguntas fechadas. Entre as perguntas, foram solicitadas informações como a região, o tempo de atuação como docente, o nível e modalidade de ensino de atuação antes e depois da pandemia, entre outras. O período de coleta de informações foi de 10 a 17 de agosto de 2020. A divulgação do instrumento da pesquisa se deu por meio de contatos pessoas e redes sociais, totalizando 419 professores participantes. O presente estudo demonstrou que a maioria dos docentes pesquisados (78%) se sentem sobrecarregados em relação a modalidade que atendia anteriormente. Adicionalmente, outras duas dificuldades apresentadas pelos docentes se referem à falta de equipamentos e local adequado para ministrarem suas aulas, além de inexperiências em atividades de ensino à distância. Outro importante dado, aponta que, a maioria dos docentes questionados, não foram orientados quanto ao uso de ferramentas tecnológicas adicionais para aplicar no ensino remoto e não receberam orientações quanto ao uso dessas ferramentas. Segundo Libâneo (2001, p. 10) é preciso uma formação que auxilie a ajustar sua didática às novas realidades da sociedade, do conhecimento, do aluno, dos diversos universos culturais. Dados numéricos que corroboram para as informações obtidas por meio de observações empíricas e entrevistas, são de grande valia para comprovar o que tem sido constantemente debatido, como é o caso das jornadas extenuantes de docentes ao longo dessa modalidade emergencial de ensino. A representatividade do presente estudo, permite dizer que, além de sobrecarga de trabalho, boa parte dos docentes pesquisados não recebeu formação adequada das plataformas digitais que usam em suas aulas remotas. Apesar disso, estes profissionais buscam (por conta própria) outras ferramentas que possam auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. Logicamente, em tempos de isolamento social e pandemia, alternativas aos métodos corriqueiros de educação e ensino (no caso) são necessárias. No entanto, também é necessário que essas ações estejam bem planejadas e que seus atores principais estejam a par das ferramentas necessárias para a sua implementação.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

AVALIAÇÃO DA ADAPTAÇÃO DOCENTE AO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105927. Acesso em: 9 abr. 2026.