UM NOVO OLHAR NA INCLUSÃO SOCIAL SOBRE A DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA

Autores

  • Cátia Vieira
  • Rute da Costa Ramos
  • Liara Londero de Souza

Palavras-chave:

Acessibilidade, Deficiência, Pandemia

Resumo

Segundo dados do Ministério da Educação (MEC,2018) Dentro do universo de 8,45 milhões de estudantes em faculdades, apenas 0,5% desse total são pessoas com deficiência inseridas no Ensino Superior brasileiro. A Universidade Federal do Pampa - RS com 10 Câmpus, encontra-se na posição 35° no ranking brasileiro de inclusão, 1% da sua totalidade de alunos são portadores de deficiência. (Mathias Sallit -Jornalista - Revista Quero). O Plano Nacional de Ensino (PNE), prevê que as instituições desenvolvam mecanismos para maior inclusão. Em tempos de pandemia, houve a necessidade de elaboração de novos mecanismos para adaptação da realidade dos alunos deficientes terem participação das aulas remotas. Um aluno com deficiência auditiva por exemplo, deverá fazer leitura labial para compreender as explicações dos professores, exigindo uma concentração e um esforço mental excessivo em aproximadamente duas horas de aula, o que renderá cansaço extremo e dor de cabeça. Entre essa problemática e outras, a UNIPAMPA conta com o Núcleo de Inclusão e Acessibilidade NINA setor responsável pela articulação de ações que visam contribuir com a definição, desenvolvimento e implantação de políticas de inclusão e acessibilidade, e em cada Campus, os Interfaces NINA (Interlocutor entre as necessidades do campo e reitoria) desenvolvem, em colaboração com todos os docentes e técnico-administrativos em educação, ações destinadas à inclusão e acessibilidade de alunos e servidores (Site Unipampa). Um exemplo é o NINA Campus Caçapava do Sul que atualmente atende discentes com de Paralisia Cerebral, Deficiência Auditiva e Autismo. A equipe é composta por uma Interface e aumentou de dois para quatro o número de monitores na pandemia, que se reúnem semanalmente para discutir soluções e melhores estratégias de acessibilidades para cada caso, também, se destina 20 horas semanais de cada monitor para acompanhamento e auxílio direto e individual aos discentes assistidos em todas as dificuldades, evitando que as aulas remotas sejam um obstáculo. Os professores contactados pelos monitores se responsabilizaram a elaborar aulas, materiais acessíveis, em aula e auxílio complementar. Outro ponto importante são o apoios, compreensão, empenho, e articulação da família em conjunto com a universidade e o aluno, para um resultado positivo, porém nem sempre isso acontece devido as multitarefas da família, tornando esse cenário mais desafiador no desenvolvimento de novas estratégias metodológicas, pois essas ainda são precárias, devido a pouca familiarização no uso de LIBRAS - Língua Bras. de Sinais, legendas, áudio descrição, e outras ferramentas comunicacionais, no qual a equipe NINA estuda melhorar seus conhecimentos. Devemos entender que a pandemia vem sendo um período de excepcionalidade negativo porém não de desistência, pois a educação compreende a diminuição das desigualdades sociais.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

UM NOVO OLHAR NA INCLUSÃO SOCIAL SOBRE A DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105891. Acesso em: 13 abr. 2026.