FACEBOOK COMO FERRAMENTA DE RECONHECIMENTO DE MOVIMENTOS SOCIAMBIENTAIS NA REGIÃO DA CAMPANHA GAÚCHA
Palavras-chave:
Educação, Ambiental, Movimentos, Sociais, Rede, SocialResumo
A Educação Ambiental (EA) como campo teórico vem se consolidando como um espaço de discussões políticas, econômicas, sociais e ambientais preocupadas em um complexo e sensível entendimento das relações dos seres humanos entre si e com a natureza não-humana. Os Movimentos Sociais (MS) atuam constantemente em sintonia com a realidade socioambiental, construindo ações coletivas e propostas de resistência à exclusão, e da luta constante pela igualdade e equidade das diferenças estabelecidas na sociedade hegemônica atual. Neste sentido, Layrargues e Lima (2011) propuseram três macrotendências de EA, com diferentes vertentes do conhecimento: conservadora, pragmática e crítica. A macrotendência conservacionista está vinculada na dimensão ecológica e a aspectos naturais do meio. A pragmática a visão é o ecologismo de mercado, trabalhando o consumo e desenvolvimento sustentável. Já a crítica representa a dinâmica social, na ênfase da problematização e transformação. Neste movimento que caracteriza a EA em diferentes macrotendências, o trabalho tem como objetivo compreender que relações de EA têm sido disseminados em MS por meio da rede social Facebook na região do pampa gaúcho. Na metodologia, nosso trabalho foi de natureza bibliográfica e qualitativa, com um viés exploratório, cujos sujeitos a serem investigados foram os próprios movimentos encontrados na rede social a partir dos descritores Educação Ambiental e Movimentos Sociais, selecionamos os grupos a partir da análise de conteúdo de Bardin, diante de uma leitura preliminar e flutuante, exploramos o material disseminado e por último o tratamento dos resultados e interpretação. Como resultado encontramos características marcantes de grupos na luta por espaços democráticos e ações que promovam uma EA crítica na região, assim encontramos 4 grupos Agapan, Comitê de combate à megamineração, Agrupa, e Rio Camaquã união pela preservação. Com base nesses resultados, grande parte dos grupos estão posicionados na luta pela mobilização social e no engajamento de causas na região, como os projetos de mineração e hidrelétrica que causam efeitos irreversíveis na biodiversidade local, debates e fóruns ambientais, como comitês formados por associações e MS, impulsionando o movimento ambientalista e atraindo ativistas e militantes, na luta pelo questionamento predatório do atual modelo de desenvolvimento econômico, político e social. A EA crítica se faz presente no posicionamento de ações de cunho político encontrados nos grupos e das ações de enfrentamento de desigualdades e injustiças ambientais, integrando interesses da comunidade e das classes sociais mais afastadas. Podemos considerar que o acesso a esses grupos acabam ganhando grande notoriedade nas mídias e redes, assim reconhecemos pela pesquisa exploratória quais os MS envolvidos em conflitos socioambientais na região da campanha do RS, de modo a delimitar o foco de uma pesquisa de mestrado que está em desenvolvimento.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FACEBOOK COMO FERRAMENTA DE RECONHECIMENTO DE MOVIMENTOS SOCIAMBIENTAIS NA REGIÃO DA CAMPANHA GAÚCHA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105890. Acesso em: 8 abr. 2026.