REFLEXÕES DAS ATIVIDADES DE CAMPO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Pesquisa, Relato, Experiência, PandemiaResumo
Em janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional. Até setembro, o vírus SARS-Cov-2 já havia causado a morte de mais de um milhão de pessoas. Para além, os fatores estressores, desencadeados por aspectos relacionados a pandemia, são suficientes para suscitar traumas psicológicos em toda população, principalmente em quem está mais exposto. Aliás, o prejuízo da saúde mental pode afetar mais pessoas e por mais tempo que a infecção. Nesse cenário de crise, a investigação epidemiológica é especialmente relevante, a fim de subsidiar o planejamento das ações. Nesse contexto, insere-se o presente trabalho. Em uma pandemia com desfechos jamais vistos, a atuação na pesquisa de campo é uma experiência que proporciona diversas novas reflexões. Logo, objetiva-se relatar, as percepções de uma estudante de medicina nessa conjuntura que ameaça à saúde pública. A atividade aconteceu de abril a setembro de 2020 no município de residência da autora e a participação foi a partir de seleção pelos coordenadores da atividade. Essa era composta por treinamento, teste rápido para SARS-Cov-2 e realização de 20 entrevistas, que eram precedidas de paramentação sob rígido protocolo de segurança e sucedidas da retirada dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e limpeza dos materiais, conforme treinamento. Nessas ações, foram baseadas as reflexões sobre a atividade. Observa-se com essa vivência e em conversas informais com os demais participantes que existem peculiaridades na coleta de dados durante uma pandemia. O medo do contágio e da transmissão para pessoas próximas está entre elas. Nesse sentido, mesmo com o incentivo dos familiares que residem junto, a culpabilização por uma possível contaminação aumenta o estresse psicológico. Outra questão é o protocolo de segurança, pois apesar do cuidado e da atenção, sabe-se que o indivíduo está sujeito a falhas, e esse potencial gera aflição. Por fim, ressalta-se a peculiaridade dos entrevistados, que receavam receber alguém devido ao isolamento social. Embora o protocolo da pesquisa adotasse todas as orientações da OMS para garantir riscos mínimos, a vulnerabilidade para infecção era presente. Com isso, percebe-se que não há como eliminar o fator psicológico e suas repercussões. A fim de minimizá-los, revela-se importante o suporte dos colegas e supervisores, assim como o senso de pertencimento e cooperação social. A experiência despertou reflexões interessantes e aprendizados fundamentais para a formação acadêmica. O altruísmo colaborou para que, apesar dos fatores ligados à saúde mental, os trabalhadores da saúde e futuros profissionais auxiliassem na busca de soluções para a crise. De tal maneira, a pesquisa, a universidade e a ciência resistem e se adaptam às novas configurações.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
REFLEXÕES DAS ATIVIDADES DE CAMPO DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105849. Acesso em: 9 abr. 2026.