OBESIDADE E COVID-19: PRINCIPAIS FATORES DE RISCO
Palavras-chave:
COVID-19, ECA, 2, Inflamação, Obesidade, Sars-Cov-2Resumo
A obesidade encontra-se, nos países ocidentais, em preocupantes proporções epidêmicas. O cenário de ascendência do percentual de pessoas com sobrepeso e obesidade preocupa ainda mais no contexto atual da pandemia, causada pela COVID-19, uma vez que evidências apontam que as complicações da doença possam ser agravadas pela obesidade. Objetiva-se aqui descrever os principais aspectos que envolvem o risco de complicações para a COVID-19 desencadeados pela obesidade. A apresentação e discussão de artigos científicos envolvendo a temática da obesidade faz parte das atividades do projeto de ensino Núcleo de Estudos em Obesidade e Comportamento Alimentar (NEOCA) (SEI nº 0287994 - Chamada Interna Prograd Nº 04/2020 Ações emergenciais de ensino). Dessa forma foi realizada uma busca na base de dados PubMed por revisões bibliográficas dos últimos 5 anos, cruzando os descritores Obesity e Covid-19. A busca resultou em 7 revisões e, dentre essas, foi escolhido o estudo de Sanchis-Gomar et al (2020) para elaborar uma apresentação para o seminário do grupo de estudos e esta breve revisão. Os estudos apontam diversas evidências mostrando que a obesidade está intimamente relacionada com a severidade da infecção por COVID-19. O vírus SarsCov-2 penetra nas células humanas através da ligação com receptores da enzima conversora da angiotensina 2 (ECA 2) que está presente em maior quantidade no tecido adiposo, dessa forma, indivíduos obesos são mais vulneráveis. Além disso, o tecido adiposo acaba se tornando um reservatório viral, tendo relevante papel na distribuição do vírus para outros tecidos. A obesidade pode induzir a hiperatividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, o que leva a um aumento dos níveis de angiotensina 2, o que está relacionado com dano severo aos pulmões. Ainda, uma maior obesidade abdominal compromete a função pulmonar em pacientes em posição supina, prejudicando a ventilação dos pulmões e resultando em menor saturação sanguínea. A obesidade também é um dos fatores de risco que lideram os casos de fibrilação atrial, o que leva a um pior prognóstico e aumento da mortalidade em casos de COVID-19. Pacientes obesos podem apresentar inflamação crônica e alto nível de citocinas pró-inflamatórias, que prejudicam a resposta imune e afetam o parênquima pulmonar e os brônquios, fatores agravantes da mortalidade por COVID-19. Além dos mecanismos já mencionados, a obesidade também desempenha um papel na disfunção endotelial, o que traz diversas complicações e mudanças na estrutura e função do sistema renal. Por meio desta revisão, pode-se observar que uma soma de condições torna o paciente obeso mais vulnerável à infecção por COVID-19. A revisão bibliográfica mostrou a necessidade de aprofundar os estudos dos mecanismos fisiopatológicos relacionados aos fatores de risco da associação entre a obesidade e a COVID-19.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OBESIDADE E COVID-19: PRINCIPAIS FATORES DE RISCO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105845. Acesso em: 13 abr. 2026.