MONITORIA DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL PARA O CURSO DE MEDICINA

Autores

  • Fábio da Silva
  • Agatha Silveira Daubermann
  • Joao Felipe Peres Rezer

Palavras-chave:

Ensino, remoto, emergencial, Escola, médica, Inclusão, digital

Resumo

O processo de ensino-aprendizagem na escola médica sofreu mudanças significativas em razão da pandemia e da consequente instauração do Ensino Remoto Emergencial. Esse cenário, trouxe consigo dificuldades inerentes às transformações imprevisíveis que, nesse contexto, se consumam através do desconhecimento das plataformas e ferramentas necessárias para a realização das atividades remotas. Esse desafio se torna ainda maior ao trazer os conteúdos da escola médica para as plataformas digitais tendo em vista que o curso conta com uma carga horária extensa de atividades práticas. Além disso, diversos componentes curriculares exigem maior preparo, tempo e diferentes abordagens para que o ensino seja realmente efetivo. Diante do cenário mundial, que foi permeado por incertezas e anseios, o ensino, como outras tantas atividades, se viu inerte a qualquer decisão. Em vista disso, o retorno das atividades de forma remota foi discutido e planejado previamente, entretanto, muitas questões referentes a essa diferente modalidade são notadas apenas ao executá-las. O curso de medicina possui dois monitores para facilitar o processo de aprendizagem dos discentes. Foram divididos entre os monitores as turmas que cada um é responsável. Os monitores têm a função de auxiliar o melhor uso das diferentes plataformas digitais (Google meet, Classroom, Moodle, entre outros). O apoio aos discentes se dá na participação das atividades síncronas, ou no desenvolvimento das atividades assíncronas, objetivando a integralização do ano letivo de 2020, no contexto excepcional da Pandemia COVID-19. Toda demanda é enviada aos e-mails institucionais dos monitores e, a partir disso, é agendado um encontro virtual para sanar as dúvidas. Em virtude da modalidade presencial executada no curso, até então, tanto discentes, quanto docentes, tiveram pouco ou nenhum contato prévio com as plataformas digitais. Esse fato, faz com que as vastas funções e ferramentas destas se tornem obstáculos a serem vencidos por aqueles durante a execução das atividades. Um contratempo esperado para a monitoria é a instantaneidade que algumas das dúvidas dos discentes precisam ser sanadas, tendo em consideração que boa parte destas surge durante a realização das atividades. No entanto, as plataformas ao serem utilizadas pelos monitores tornam-se especialmente produtivas, pois, por serem as mesmas utilizadas para as atividades da grade, permitem que o auxílio seja para além de uma simples explicação. Funções como o compartilhamento de tela possibilitam demonstrações e, em alguns casos, até simulam o cotidiano acadêmico deste momento. Esta última aplicabilidade permite que, além da dificuldade determinante que levou ao contato com o monitor, inumeráveis outras sejam sanadas durante a mesma monitoria. Com tudo isso, a Monitoria de Apoio à Inclusão Digital mostra-se imprescindível para que todos os discentes consigam desfrutar ao máximo dos componentes curriculares durante a vigência do Ensino Remoto Emergencial.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

MONITORIA DE APOIO À INCLUSÃO DIGITAL PARA O CURSO DE MEDICINA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105844. Acesso em: 8 abr. 2026.