TERRITORIALIZAÇÃO COMO DIFERENCIAL NA OFERTA DE AÇÕES EM SAÚDE À COMUNIDADE E NA FORMAÇÃO MÉDICA
Palavras-chave:
Educação, médica, Saúde, coletiva, públicaResumo
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato do usuário com o Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo organização e racionalização de recursos e serviços. Dentre os serviços, a Estratégia Saúde da Família (ESF) destaca-se pelo acesso universal e contínuo a serviços de saúde dentro de um território. O processo de territorialização viabiliza o reconhecimento e análise do território da ESF e de sua população, favorecendo a oferta de serviços relacionados às necessidades locais, e contribui para a humanização da medicina com a inserção de acadêmicos na APS. Este trabalho objetiva refletir sobre o processo de territorialização como uma ferramenta essencial para a ação em saúde e para a formação médica. Discentes de medicina da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) realizaram o processo de territorialização proposto pelo componente curricular Saúde Coletiva II. Foi realizado o estudo teórico prévio, seguido por visitas domiciliares a uma microárea pertencente à ESF para a coleta de dados, juntamente com os profissionais responsáveis pelo território. As informações coletadas foram disponibilizadas à ESF em formato de mapa vivo por meio do software Google Earth Pro. Na territorialização, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) se destacam, pois atuam na construção de vínculo com a comunidade e na identificação de suas necessidades e potencialidades, possibilitando elaborar ações em saúde condizentes com as especificidades locais. Com posse dos dados coletados e o mapa construído, docentes e discentes de medicina e medicina veterinária da UNIPAMPA, juntamente com os profissionais da ESF, realizaram uma ação na comunidade oferecendo serviços de saúde consonantes à realidade local. A imersão de acadêmicos de medicina na ESF durante a territorialização promoveu um aprendizado em conformação com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), que preconizam uma formação médica humanizada, crítica e reflexiva, possível através do contato direto com usuários do SUS e com as equipes de saúde, demonstrando que o médico precisa ser um agente ativo no desenvolvimento da comunidade. Como resultado da experiência, os acadêmicos enfatizaram como o respeito às diferenças, a linguagem acessível e o considerar os indivíduos de maneira holística são essenciais na abordagem e na criação e manutenção de vínculo com os usuários de saúde, fortalecendo a relação ensino-serviço-comunidade; e como a vivência colabora para a transformação de uma medicina biomédica em biopsicossocial e favorece o pensamento crítico acerca das práticas médicas. A territorialização atua como diferencial para a saúde coletiva ao esquadrinhar a realidade do território e suas principais fragilidades, possibilitando oferecer serviços específicos e de qualidade e estreitar vínculos com profissionais de saúde; e para a formação médica humanizada, ao proporcionar um aprofundamento na vivência com a comunidade e ao fortalecer as relações entre os profissionais, estudantes e usuários.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
TERRITORIALIZAÇÃO COMO DIFERENCIAL NA OFERTA DE AÇÕES EM SAÚDE À COMUNIDADE E NA FORMAÇÃO MÉDICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105841. Acesso em: 9 abr. 2026.