VOLUME RESIDUAL GÁSTRICO VERSUS DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR-UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Josiele Prade
  • Jessica Alves Corrêa
  • Luanne Pedroso Moureira
  • Fabiana Copes Cesario

Palavras-chave:

Desnutrição, Paciente, crítico, Nutrição, Protocolo, Volume, residual, gástrico

Resumo

A desnutrição em ambiente hospitalar é um grave problema de saúde pública, caracterizada por perda de peso não intencional maior que 5% em um curto período de tempo e diminuição da ingestão alimentar. Tais situações conferem deteriorização do estado nutricional e consequentemente leva à piora do quadro clínico e ao aumento do tempo de internação hospitalar. Os pacientes críticos, por apresentarem instabilidade hemodinâmica, necessitam de suporte nutricional por via enteral, e o retardo do esvaziamento gástrico ocorre com freqüência. Dessa maneira, a mensuração do volume residual gástrico (VRG) tem sido utilizada para avaliar a tolerância alimentar, assim como riscos de regurgitação e broncoaspiração em pacientes críticos. Objetiva-se com esse estudo, relatar a vivência da Nutricionista Residente em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto, com foco na observação da suspensão da nutrição enteral relacionada com o volume residual gástrico. Metodologia: Este estudo caracteriza-se por um relato de experiência, vivenciado por uma Nutricionista do Programa de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência, atuante na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A), de um Hospital localizado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Resultados: Durante a vivência da nutricionista residente, foi observado que no serviço de UTI-A não existia um protocolo de volume residual gástrico, que definisse critérios, para a suspensão da dieta do paciente. Os principais achados para a suspensão da NE foram os relacionados à presença de êmese e eliminações intestinais pastosa/líquida, que erroneamente é interpretada pela maioria dos profissionais, como diarreia. Mas por definição, diarreia é classificada quando o paciente apresenta eliminações intestinais líquidas, três ou mais vezes ao dia. Conforme a observação, os pacientes permaneciam em estado de jejum por períodos prolongados, se apresentassem êmese tinham sonda gástrica aberta em frasco, se eliminações intestinais nas consistências citadas acima, tinham a dieta suspensa. Por fim, os pacientes, acabam sem receber o mínimo de nutrientes necessários para conferir efeitos benéficos, como calorias e suporte protéico, que garantem a necessidades energéticas basal do paciente, assim como conferir manutenção da flora intestinal e função imunitária. Conclui-se, que durante a internação, sejam utilizados protocolos para monitoramento do volume residual gástrico do paciente, a fim de prevenir a desnutrição hospitalar. Revela ainda, a necessidade de treinamento e supervisão baseada em evidência científica, para a suspensão do suporte nutricional enteral.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-11-20

Como Citar

VOLUME RESIDUAL GÁSTRICO VERSUS DESNUTRIÇÃO HOSPITALAR-UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105836. Acesso em: 9 abr. 2026.