REFERÊNCIA CONTRA REFERÊNCIA PARA CONSULTAS DE BEBÊS PREMATUROS EM UM MUNICÍPIO DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Leticia Lira
  • Maria Amanda
  • Gabriela Coffy
  • Cenir Gonçalves Tier
  • Jussara Lipinski
  • Letice Dalla

Palavras-chave:

Cuidado, Criança, Atenção, Primária, à, Saúde, Prematuro, Serviços

Resumo

Os nascimentos prematuros tem causado grande preocupação, pois está diretamente relacionada com os altos índices de morbimortalidade neonatal, pois de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a prematuridade é a segunda causa de morte de crianças com menos de cinco anos de idade. O Ministério da Saúde propõe que seja realizada pelo menos uma consulta semanal no hospital de origem, sendo as demais consultas realizadas na Atenção Primária com as equipes da Estratégia de Saúde da Família, incluindo a Visita Domiciliar. O processo de referência e contrarreferência no sistema de saúde ainda é tímido e a comunicação entre os profissionais do serviço terciário e da Atenção Primária ocorre de maneira ineficaz. Objetivo: Descrever a experiência relacionada a implementação da referência e contrarreferência para consultas relacionada a bebes prematuros em uma unidade de saúde da Atenção Primária de um Município da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Metodologia: Relato de experiência de uma atividade desenvolvida em 2018 relacionada à busca ativa de todos os prematuros nascidos no município que não compareceram em pelo menos uma consulta na unidade de referência. Através da notificação da unidade hospitalar do município, a qual comunica os nascidos vivos, assim como também os dados da carteira de gestante, como endereço e bairro de residência, buscou-se nos arquivos se já havia tido procura de atendimento no serviço. Em caso de negativa, procurou-se a Estratégia de Saúde da Família de referência, onde a puérpera havia realizado o pré-natal para passar a enfermeira dados como (nome da mãe e do recém-nascido), a fim de que esta encontrasse dados nos registros de atendimento. Caso a criança não tivesse sido levada a nenhuma unidade de saúde, o Conselho Tutelar era acionado via celular/e-mail para busca ativa dos endereços e retornassem com as informações posteriormente. Resultados: Por meio da queda das taxas de mortalidade infantil no município pode-se observar a eficácia dessa ação, pois através do acompanhamento dos prontuários dos prematuros já cadastrados, pode-se estimar se houve aderência dos mesmos no programa PREMATURO NO PEDAÇO. Neste sentido, conclui-se que a atividade fora apresentada teve eficácia e ressaltou a importância de um trabalho articulado em rede, que preconize a comunicação antecipada entre a maternidade e a Atenção Primária, garantindo um fluxo referência/contrarreferência adequado e que inclua todos os serviços de saúde, bem como deseja-se que os profissionais de saúde sejam sensibilizados quanto a importância do registro no atendimento à criança.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2020-11-20

Como Citar

REFERÊNCIA CONTRA REFERÊNCIA PARA CONSULTAS DE BEBÊS PREMATUROS EM UM MUNICÍPIO DA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105824. Acesso em: 9 abr. 2026.