REFLETINDO SOBRE O ATENDIMENTO À SAÚDE DE CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BRASIL

Autores

  • Thainá Alfaro
  • Anna Karoline Vargas da Costa
  • Susan Gonçalves Moletta
  • Hellen Thamara Quoos Santos
  • Rafaela Fagundes da Silva
  • Graciela Dutra Sehnem

Palavras-chave:

Saúde, Profissionais, Vítimas, Violência

Resumo

A violência é um fenômeno social que se apresenta de diversas formas e em distintos contextos sociais. Em relação à violência infantil, a principal forma de manifestação é a agressão física. Todavia, há outras formas de ocorrências, como agressões emocionais e em alguns casos, o abuso sexual. Neste cenário, é imprescindível que os profissionais da saúde estejam qualificados para o manejo clínico e psicológico desse público. Objetivou-se relatar reflexões oriundas da realização de um seminário sobre o atendimento à saúde de crianças vítimas de violência doméstica no Brasil, além de incitar estudantes e profissionais da área para o desenvolvimento de outros estudos e pesquisas. Trata-se de um relato de experiência acerca de um seminário desenvolvido por alunas de graduação na disciplina Metodologia Científica, do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. A construção foi baseada em estudos científicos, entre eles o documento Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências, emitido pelo Ministério da Saúde em 2010. Este material visa orientar a atuação de gestores e profissionais de saúde nos casos de violência doméstica. Ele sugere atendimentos de avaliação por equipe multidisciplinar para diagnosticar o nível de gravidade de cada situação. Todavia, não estabelece um protocolo padrão a ser seguido para esses atendimentos. Evidenciou-se a falta de conhecimento dos profissionais da saúde como lacuna no que se refere ao manejo com essas vítimas e suas famílias. Observou-se a insatisfação por parte deles perante a falta de comunicação entre a equipe. No que se refere aos cuidados realizados, destacou-se o exame físico minucioso e a anamnese, constatados como fundamentais na identificação das vítimas. Percebeu-se dificuldade nas notificações dos casos, justificados pelo medo por parte das vítimas e dos próprios profissionais. Nesse sentido, considerando o engajamento de toda a equipe, deve-se ter garantia de um ambiente seguro e confiável à criança, onde ela sinta-se à vontade para verbalizar suas experiências traumáticas de forma espontânea. Concluiu-se, que o Ministério da Saúde oferece diretrizes para o manejo no cuidado ás vítimas, porém estas ainda não são suficientes, pois não apresentam protocolos de atendimentos. Com a realização do seminário, foi possível observar a necessidade de fomento científico sobre o tema. Sugere-se pesquisas e estudos por profissionais da saúde com o objetivo de estabelecer protocolos de assistência. Além da necessidade de engajamento dos profissionais de saúde com o tema abordado com intuito de encorajar as vítimas a denunciarem, visto que o medo apresenta-se como impasse nessa assistência. Diante dessa verbalização, os profissionais precisam estar prontos para atuar de forma restrita e correta. Com a segurança da criança garantida e o respaldo de protocolos de atendimento espera-se que melhores desfechos dos casos sejam alcançados.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

REFLETINDO SOBRE O ATENDIMENTO À SAÚDE DE CRIANÇAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BRASIL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105818. Acesso em: 14 abr. 2026.