FREQUÊNCIA DE INATIVIDADE DE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA, RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Caroline Peres
  • Vitória Hamdan Padilha
  • Rodrigode Souza Balk
  • Simone Lara
  • Saulo Menna Barreto Dias
  • Susane Graup Do Rego

Palavras-chave:

Inatividade, Física, Adolescentes, Escolares

Resumo

Os benefícios da atividade física para a saúde estão bem evidentes na literatura, indicando que existe uma relação inversa entre o nível de atividade física e o risco de ocorrência de diversas doenças crônicas não transmissíveis. Entretanto, considerando as recomendações da Organização Mundial da Saúde de 300 minutos semanais de atividade física para adolescentes, os estudos indicam que a maioria dos avaliados não pratica atividade física de maneira contínua e indicada para sua faixa etária. No Brasil as prevalências de baixos níveis de atividade física na adolescência variam de 39% a 93% de acordo com a região, o instrumento de medida utilizado e o contexto de vida dos sujeitos. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência de inatividade física em adolescentes do município de Uruguaiana/RS. Trata-se de uma pesquisa descritiva epidemiológica de base escolar que analisou adolescentes de 10 a 17 anos de escolas públicas do referido município no ano de 2019. A população do estudo consistiu em 11.330 estudantes matriculados nos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio na rede pública de ensino no ano de 2018 (INEP) e após o cálculo amostral foi identificada a necessidade de avaliar 975 indivíduos. Desse valor foi acréscido 20% para suprir possíveis perdas e recusas o que indicou a necessidade de avaliar 1.170 escolares escolares de 10 escolas sorteadas aleatoriamente. O nível de atividade física foi avaliado pelo Questionário sobre atividade física regular (Physical Activity Questionaire for Older Children PAQ-C/A). Os dados foram analisados utilizando-se da estatística descritiva com medidas de média, desvio padrão, frequências absolutas e relativas das variáveis do estudo. Foram avaliados 1011 escolares com média de idade de 13,4 (±1,98), sendo 53,5% do sexo masculino. Considerando o nível de atividade física, 79,6% da mostra foi classificada como inativa/sedentária, com 34,8% da amostra classificada como muito sedentária. Na análise por sexo, foi possível identificar que 76,5% do grupo masculino e 83,2% do feminino foram classificados como sedentários/inativo. Com base nos resultados apresentados é possível concluir que a prevalência de inatividade física entre os adolescentes é elevada em ambos os sexos, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas para a promoção de atividade física nessa população, como uma estratégia de enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

FREQUÊNCIA DE INATIVIDADE DE ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA, RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105809. Acesso em: 14 abr. 2026.