ATIVIDADES DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAIS EM CINESIOLOGIA EM MEIO A PANDEMIA: COMPLEXIDADES, DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Palavras-chave:
Pandemia, Atividades, Ensino, Remoto, Emergenciais, Cinesiologia, FisioterapiaResumo
Diante da pandemia de Coronavírus, o ensino remoto emergencial vem sendo a forma de educação adotada em meio ao isolamento social. Os cursos de graduação compostos de componentes curriculares com cargas horárias práticas - como é o caso da disciplina de Cinesiologia, inserida no curso de Fisioterapia - precisaram ser adaptados a esta realidade. Nas entrelinhas das possibilidades estão os desafios, sobretudo para um componente curricular com 40% da carga horária destinada a aulas práticas. Objetivou-se identificar a complexidade, desafios e possibilidades diante da metodologia de ensinagem e aprendizagem mediante ao componente curricular de Cinesiologia, no curso de Fisioterapia, referente ao primeiro semestre de 2020 durante as Atividades de Ensino Remoto Emergenciais. Para levantamento dos dados, foram utilizadas as informações do plano de ensino do componente curricular ao qual o docente ministra e devidamente registrado na plataforma GURI da UNIPAMPA. Ademais, considerou-se as atividades síncronas, assíncronas e as demais orientações contidas no plano de ensino, escolhendo as informações que contribuem diretamente para os objetivos gerais e específicos da disciplina, que enfatiza a análise do movimento humano. Embora a carga horária prática do componente curricular não seja ofertado nas AERES, os relatórios de aula prática foram disponibilizados como ferramenta complementar, sendo que nestes relatórios, os alunos devem responder aos questionamentos efetuados pelo docente por meio de mapas mentais feitos de forma digital, utilizando plataformas como o Google Jamboard, a plataforma de edição de imagem Canva, ou outras de escolha do discente. A realização destas atividades permite reforçar os conhecimentos adquiridos em aula e estão sendo importantes na formação acadêmica. Porém, por se tratar de um componente curricular que exige interações visuais com o corpo humano, os discentes acabam se sentindo despreparados. Além disso, o cumprimento de prazos para a realização de atividades importantes para o componente torna-se lento, pois os mesmos não conseguem realizá-las com a intensidade desejada, devido a sua falta de independência em relação ao processo de aprendizagem. Com isso, os acadêmicos adquirem a sensação de que algo ficará pendente na graduação, diminuindo suas perspectivas positivas quanto as AEREs. Em contrapartida, está o esforço do docente, buscando um diálogo interativo e a proximidade com os alunos, tanto em atividades síncronas como em assíncronas, em especial com o uso do Moodle e aplicativo Telegram®. Evidencia-se que a orientação e atenção presencial do docente são essenciais e insubstituíveis, principalmente para este componente que é a base para as próximas disciplinas e para a formação acadêmica do futuro profissional fisioterapeuta. Esta nova modalidade de ensino visa aumentar a motivação e autonomia dos alunos, tornando-os indivíduos pró-ativos dentro e fora do novo contexto educacional de ensinagem e aprendizagem.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ATIVIDADES DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAIS EM CINESIOLOGIA EM MEIO A PANDEMIA: COMPLEXIDADES, DESAFIOS E POSSIBILIDADES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105800. Acesso em: 8 abr. 2026.