A INSERÇÃO NA INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Iniciação, científica, Ensino, Biomecânica, Covid-19, Isolamento, socialResumo
O distanciamento social, ocasionado pela pandemia de Covid-19, exigiu da sociedade a adaptação a uma nova realidade. Como estratégia para minimizar os impactos no meio acadêmico, a tecnologia tornou-se uma aliada para novas formas de ensino. As ferramentas tecnológicas permitiram a continuidade do ano letivo, através das aulas remotas, mas dificultaram a continuidade das atividades de iniciação científica,não podendo ser realizadas nos laboratórios, migraram para atividades de seminários, cursos, eventos online e orientação remota. Essa nova realidade permitiu uma maior proximidade com pesquisadores do mundo todo e acesso a uma maior variedade de conteúdos que foram disponibilizados online, mas dificultaram o contato entre alunos e orientadores, o que é um componente importante da iniciação científica para alunos de graduação. Neste contexto, nosso objetivo é relatar a experiência de duas acadêmicas de fisioterapia que iniciaram suas atividades de iniciação científica na Universidade Federal do Pampa em tempos de pandemia. As alunas foram inseridas no grupo de pesquisa em Neuromecânica Aplicada (GNAP), em Julho de 2020. O GNAP investiga a neuromecânica do movimento e suas interações com outras áreas do conhecimento, sendo formado por alunos de ensino médio, graduação e pós- graduação de fisioterapia e educação física, possibilitando assim o convívio entre alunos de diferentes níveis e áreas de atuação. O interesse em participar do grupo, partiu do contato com a disciplina de biomecânica no segundo semestre do curso de fisioterapia. A metodologia das aulas despertou nas alunas o desejo de pesquisar e aprofundar os conhecimentos na área. Dentre as atividades realizadas pelas alunas durante o isolamento social estão: participação em grupos de estudos, seminários, reuniões, orientação e aulas com convidados externos (do Brasil, Austrália, Inglaterra, Estados Unidos e Itália) todas realizadas a distância. Além disso, o GNAP promove atividades com grupos de pesquisa de outras universidades, que oportunizam o contato com estudantes e professores de outros grupos, fomentando a troca de conhecimentos e experiências. Desta forma, apesar da condição de distanciamento social, a inserção na iniciação científica está sendo enriquecedora para o processo de aprendizagem, estimulando a busca aprofundada e criteriosa por conhecimentos, resultando em mais maturidade diante de discussões científicas, postura e segurança na apresentação de trabalhos e, consequentemente, melhor desempenho acadêmico. Por fim, a vivência da iniciação científica em tempos de pandemia, apesar de desafiadora, tornou-se uma atividade de grande valia para o desenvolvimento acadêmico.Downloads
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Publicado
2020-11-20
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A INSERÇÃO NA INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105799. Acesso em: 14 abr. 2026.