ENSINO REMOTO:REPERCUSSÃO NA FORMAÇÃO ACADÊMICA SOB A PERSPECTIVA DE DISCENTES DO CURSO DE FISIOTERAPIÊ

Autores

  • Bruno Pilissão
  • Gabriela Jaques Sigaran
  • Alexandre Palma Pacheco
  • Nelson Francisco Serrao Junior

Palavras-chave:

Educação, Pandemia, Ensino, Remoto, Fisioterapia

Resumo

O SARS-CoV-2 surgiu inicialmente na cidade de Wuhan, na China, e se espalhou rapidamente por todo o mundo. Como medida profilática, adquiriu-se o distanciamento social. Com isso, houve a necessidade de reavaliar os métodos de ensino-aprendizagem e encontrou-se através do ensino remoto uma forma de continuar com a rotina de estudos. Nesse contexto, houve a necessidade de ressignificar as aulas dos cursos de graduação, em especial, a fisioterapia. Dentre elas, a disciplina de Anatomia, Cinesiologia, entre outras, as quais necessitam de aulas práticas e avaliações clínicas. Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo mostrar como o ensino remoto está sendo realizado sob a ótica do aluno do curso de fisioterapia. Para avaliar o ensino remoto, foi realizado um formulário pela plataforma Formulários Google com 6 perguntas qualitativas referentes as experiências dos discentes e posteriormente, enviado aos alunos do curso de Fisioterapia, totalizando 25 participantes. O acesso a estes participantes foi feito por meio de convite em redes sociais, do tipo bola de neve, onde um estudante passava a informação a outros estudantes, num período de 24 horas para obtenção das respostas. Foi possível analisar que sobre o ensino remoto ofertado, 88% dos participantes responderam como regular entre as alternativas ótimo, regular e péssimo. Sobre o uso das ferramentas no ensino remoto, 44% responderam que a tecnologia não consegue suprir todas as demandas que o sistema presencial possui, 36% ainda não sabem dizer se isso é bom ou ruim para o aprendizado e 20% responderam que trouxe a possibilidade de ampliar os conhecimentos acerca da tecnologia, e que isto estaria sendo benéfico para o aprendizado à distância. Quando perguntados sobre o que sentem mais falta durante esse período, 84% responderam que sentem falta da interação presencial com o docente, colegas, pacientes e das aulas práticas e os outros 16% ainda não sabem dizer. Sobre as suas experiências com as atividades já ofertadas pela UNIPAMPA, 48% responderam que contribuíram para o seu crescimento pessoal e profissional, 36% não fizeram nenhum tipo de atividade e 16% não responderam à pergunta. Referente aos aprendizados e aquisição de novas habilidades, 68% responderam que desenvolveram a resiliência, a concentração, a paciência e a valorizar mais o espaço Universitário, os outros 32% destacaram a má experiência com o ensino remoto. Com esse estudo piloto, alerta-se a importância de garantir, não só o ensino, mas sobretudo o conhecimento de qualidade aos alunos que serão futuros profissionais da saúde que requer, não só a capacidade técnica, mas a interação do aluno com professores e pacientes.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

ENSINO REMOTO:REPERCUSSÃO NA FORMAÇÃO ACADÊMICA SOB A PERSPECTIVA DE DISCENTES DO CURSO DE FISIOTERAPIÊ. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105789. Acesso em: 9 abr. 2026.