RESISTÊNCIA MICROBIANA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA RECENTE

Autores

  • Mateus Fonseca
  • Guilherme Henrique Aparecido de Oliveira
  • Cassia Regina Nespolo

Palavras-chave:

Resistência, microbiana, Contaminação, cruzada, Infecções, microbianas, Atenção, à, saúde

Resumo

A resistência microbiana tornou-se uma emergência em todos os continentes ao longo dos anos. Bactérias Gram-negativas estão entre os microrganismos mais propensos a desenvolver mecanismos que tornam múltiplas classes de antibióticos ineficazes. Na família Enterobacteriaceae, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae destacam-se entre as bactérias com maior proporção de resistência a cefalosporinas de terceira geração. Entre as Gram-positivas, evidencia-se a Staphylococcus aureus resistente à Meticilina com uma problemática entre as Infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Apesar de ocorrer mundialmente, a resistência microbiana não apresenta um padrão específico de patógenos. A manifestação de discrepâncias geográficas entre perfis de resistência microbiana indica a necessidade de levantamento de dados e discussão acadêmica sobre o cenário em cada região investigada. Este trabalho teve como objetivo compreender o perfil de resistência microbiana mediante uma revisão da literatura relacionando às IRAS no Brasil e confrontar os dados obtidos na pesquisa bibliográfica com os boletins oficiais disponibilizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O estudo consistiu em uma revisão bibliográfica sistemática executada na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde. Os artigos foram selecionados a partir da busca com palavras chaves dos Descritores em Ciências da Saúde: "Cross Infection", "Drug Resistance e Brazil, com dados originais e publicados entre 2017 e 2020. A busca resultou em 37 artigos. Considerando os parâmetros de exclusão, 31 artigos foram descartados por: não se adequarem à data estabelecida (n=3); pelo sítio de coleta ser exclusivamente ambiental (n=3); por delimitarem a pesquisa a apenas um patógeno (n=22); ou por não ser um artigo de pesquisa (n=3). Após uma segunda avaliação, 4 artigos foram incluídos na revisão. De acordo com os dados bibliográficos, as bactérias Gram-negativas foram apontadas como as que preponderantemente possuem maior resistência a antimicrobianos. A pesquisa constata uma média percentual de 64% (52,2%~84%) das amostras sendo compostas por bactérias Gram-negativas com genes de resistência. No que tange às bactérias Gram-positivas, Staphylococcus sp. compreendeu uma média de 18,70% (6,10%~27,70%) dos isolados. Entre os boletins epidemiológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, de 2015 a 2017, a média percentual de patógenos resistentes foi maior em Gram-positivos, cerca de 54% (28,80%~78,70%). Em conclusão, existem divergências entre os dados obtidos na pesquisa bibliográfica e os dados dos boletins da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entretanto, mais estudos são necessários para compreender os motivos da divergência e o perfil brasileiro de resistência microbiana.

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Publicado

2020-11-20

Como Citar

RESISTÊNCIA MICROBIANA NO BRASIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA RECENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 12, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/105771. Acesso em: 9 abr. 2026.