GEOPROCESSAMENTO COMO FERRAMENTA PARA ANÁLISE EM TRANSPORTES: ESTUDO DE CASO NA MICRORREGIÃO BAIXADA, PELOTAS, RS

  • Jardel Siveris
  • Lais Barth Schnorrenberger
  • Alexandre Felipe Bruch
  • Angélica Cirolini
Rótulo Geoprocessamento, Mobilidade, Urbana, Transporte, Coletivo, Acessibilidade, Distância, caminhada

Resumo

A mobilidade urbana, como forma de inclusão social, tem o desafio de proporcionar o acesso da população na vida das cidades e nos espaços urbanos. Assim, existe a possibilidade de qualificar os acessos e facilitar o deslocamento das pessoas em destinos variados dentro do território. No que se refere ao transporte coletivo urbano, esta forma de locomoção apresenta uma função importante nesses processos, devido à inclusão social e a questões de sustentabilidade. Se considerada a relação existente entre o usuário e o ambiente urbano, caracterizado pelas suas áreas consolidadas, podem ser realizadas análises da eficiência dos meios de transporte. Desta maneira, o objetivo deste artigo é realizar o mapeamento dos itinerários e a identificação dos locais de parada dos ônibus do transporte coletivo urbano na microrregião Baixada, município de Pelotas, e relacioná-los com serviços essenciais à população, como os de saúde, lazer, educação e atividades municipais ou estaduais, através da distância de caminhada dos usuários de transporte coletivo. Para desenvolver este estudo, a metodologia aplicada deu-se pela utilização de técnicas de geoprocessamento, a partir do acesso a plataformas de dados espaciais e a coleta de informações, como: malha viária, itinerários, locais de parada dos ônibus e alguns serviços prestados à população. Posteriormente, realizou-se a manipulação no software QGIS 2.18, com a finalidade de criar mapas temáticos. Além das camadas vetoriais, baseou-se em estudo realizado por Ferraz e Torres (2004) para verificar a qualidade do transporte público do ponto de vista da acessibilidade aos espaços urbanos, de maneira a criar os mapas de distância. Analisando os itinerários que percorrem as ruas da microrregião Baixada, todos os estabelecimentos estudados possuem distância inferior a 300 metros dos locais de parada dos ônibus, e com isso, o nível de percepção do usuário é considerado bom. Verifica-se que os estabelecimentos de educação são aqueles que estão localizados mais próximo e em maior quantidade, com 11 ocorrências, dos quais 4 pertencem a Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Por outro lado, não existem estabelecimentos de saúde na área estudada. No caso de lazer, contabilizaram-se duas ocorrências e para as atividades municipais ou estaduais, duas ocorrências. As maiores distâncias encontradas estão próximas a 300 metros e correspondem ao ginásio municipal e um colégio estadual, embora boa parte dos estabelecimentos educacionais estivesse próximo aos locais de embarque e desembarque. Com a utilização de ferramentas de geoprocessamento nas análises de acessibilidade em transportes, verificou-se os benefícios que esta tecnologia possui, de maneira a auxiliar no processo de tomada de decisões. Em vista disso, podem ser realizados estudos de eficiência do transporte coletivo urbano e prever melhorias que garantam a qualidade nos deslocamentos dos usuários.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
SIVERIS, J.; BARTH SCHNORRENBERGER, L.; FELIPE BRUCH, A.; CIROLINI, A. GEOPROCESSAMENTO COMO FERRAMENTA PARA ANÁLISE EM TRANSPORTES: ESTUDO DE CASO NA MICRORREGIÃO BAIXADA, PELOTAS, RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.