ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA UNIPAMPA: MENSURAÇÃO E VISÃO DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

  • Jonas Pereira
  • Deise Lisiane Soares Luiz
  • Taiane Lopes Schmidt
  • Rui Sérgio Saraiva Duarte Júnior
  • Liara Londero Souza
  • Katiúcia Pletiskaitz
Rótulo Acessibilidade, Inclusão, NInA, Unipampa

Resumo

Nos últimos anos, o público das universidade públicas vem se diversificando, por exemplo, aumentou o número de ingressos de alunos com algum tipo de deficiência. Contudo, a permanência dessa parcela dos estudantes demanda acessibilidade e inclusão no meio acadêmico, tanto estruturalmente, quanto atitudinais e comunicacionais. Desde de 2016, a Lei Brasileira de Inclusão afirma, em seu Art. 27°, que o sistema educacional deve ser inclusivo em todos os níveis. De acordo com a Portaria Nº 20 MEC, as universidades necessitam ser acessíveis para poderem ofertar seus cursos. A Lei Nº 13.146/2015 assegura igualdade de todos, mas, verifica-se que na prática a lei não é cumprida. No Rio Grande do Sul, há 10 IES, os quais reservam 5% das vagas para pessoas com algum tipo de deficiência. Afim de analisar se a Unipampa possui acessibilidade e inclusão para os alunos ingressantes, foi realizado uma pesquisa com alunos e professores que possuem algum tipo de deficiência. O objetivo principal deste trabalho foi compreender a situação dos 10 campi da Universidade Federal do Pampa, com foco na acessibilidade e inclusão. A partir disso, buscou-se entender as dificuldades e demandas desta parcela de alunos. Para a realização do estudo, foram utilizados, além da consulta ao NInA dos 10 campi para coleta de informações sobre a situação de cada campus, revisões bibliográficas ligadas a leis e artigos sobre o tema. Ainda, foi elaborado aplicado um questionário, voltado a pessoas com deficiência da Unipampa. A partir das respostas, foram elaborados gráficos comparativos que representam a visão dos alunos deficientes em relação à acessibilidade da universidade, principais problemas encontrados e demandas. Foi verificado que, ao total dos campi, o NInA atende 34 alunos com algum tipo de deficiência, porém, a maioria dos campi não possuem infraestrutura e qualificação adequada. Foi constatado que existem campi onde não há elevadores ou rampas que atendam a todos os andares da universidade e, em sua maioria não há instalação de piso tátil, dificultando a locomoção de algumas pessoas. Ainda, foi constatado a falta de banheiros acessíveis em um campus e a falta de interpretes em 3 campi. Em relação aos alunos entrevistados, a maioria não considera a Unipampa como acessível, onde a maioria dos professores e funcionários não possuem qualificação para tratar com pessoas com deficiência, além de não oferecer acessibilidade total, onde o aluno consiga se locomover e utilizar todos os equipamentos sem auxílio de outra pessoa. Todos os alunos entrevistados fazem parte do NInA, entretanto, alguns não sabem que o mesmo existe ou confundem com o NuDE. As demandas levantadas que trariam mais acessibilidade aos campi, estão ligadas a locomoção, onde há pedidos para a instalação de piso tátil e pavimentação de vias, ter mais profissionais na área de acordo com o tipo de deficiência do aluno. Conclui-se que a Unipampa ainda apresenta precariedades quanto a acessibilidade e inclusão.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
PEREIRA, J.; LISIANE SOARES LUIZ, D.; LOPES SCHMIDT, T.; SÉRGIO SARAIVA DUARTE JÚNIOR, R.; LONDERO SOUZA, L.; PLETISKAITZ, K. ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO NA UNIPAMPA: MENSURAÇÃO E VISÃO DOS ALUNOS COM DEFICIÊNCIA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.