BIOFILMES DE GELATINA ADICIONADO DE ÓLEO DE RESÍDUO DA OLIVICULTURA: PVA E COR

  • Isabele Siqueira
  • Káren Maciel Pires
  • Cassio Massuquini da Silveira
  • Candice Soares Dias
  • Catarina Motta de Moura
Rótulo Bagaço, Azeitona, Embalagem, ativa, Propriedade, barreira

Resumo

O lixo gerado pelos plásticos utilizado em embalagens de alimentos vem gerando um grande problema ao meio ambiente. Na busca de uma solução para esse problema, muito tem sido investido no estudo de filmes biodegradáveis, uma espécie de plástico biológico, produzido com base em substâncias que se decompõem rapidamente na natureza e podendo ser ingerido pelo homem. Esses tipos de embalagem ativa vêm ganhando muito destaque no mercado mundial, visto que possibilitam a interação entre o material da embalagem e o alimento, permitindo a incorporação de compostos ativos. A gelatina é uma proteína muito utilizada para formação de filmes comestíveis de vegetais e como agente encapsulante de substâncias bioativas. O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de biofilmes a base de gelatina de pescado (GP) adicionado do óleo de resíduo da olivicultura (ORO), avaliando a permeabilidade ao vapor de água (PVA) e variação de cor (ΔE). Para a elaboração dos filmes a base de gelatina foi utilizada a técnica casting, nas duas formulações foi utilizado 0,3 g de plastificante (glicerol). As soluções filmogênicas foram elaboradas mantendo 2,0 g (b.s) nas formulações, variando a quantidade de GP e de ORO. Na formulação do filme 1 foi adicionado 1,55 g de GP e 0,15 g ORO, já no filme 2 foi adicionado 1,40 g de GP e 0,30 g ORO. Quando houve a incorporação de ORO utilizou-se um agitador tipo Turrax com uma rotação de 25000 rpm além de um emulsificante (Tween 80). Em seguida, as soluções (50 mL) foram vertidas nas placas de acrílico e submetidos ao processo de secagem em estufa à 40°C por 48 h. As ΔE foram determinados utilizando o sistema Minolta através da medida do diagrama tridimensional de cor. As espessuras dos filmes foram determinadas, com a utilização do micrômetro digital e foi calculada a partir de dez medidas aleatórias na superfície do filme. A PVA foi determinada pelo método gravimétrico utilizando método oficial. Após a realização dos experimentos obteve um valor de PVA para o filme 1 de 7,99×10-11 ± 1,97×10-12 g Pa-1 s-1 m-1 e para o filme 2 5,73×10-11 ± 0,00 g Pa-1 s-1 m-1, respectivamente. Já para a ΔE os valores encontrados foram de 24,23 ± 2,89 para o filme 1 e de 30,42 ± 0,80 para o filme 2. A partir desses resultados podemos concluir que quanto maior a quantidade de ORO adicionado nos filmes menor foi sua PVA e maior a ΔE. No entanto para ambos os parâmetros analisados quanto menor o valor melhor será sua aplicabilidade.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
SIQUEIRA, I.; MACIEL PIRES, K.; MASSUQUINI DA SILVEIRA, C.; SOARES DIAS, C.; MOTTA DE MOURA, C. BIOFILMES DE GELATINA ADICIONADO DE ÓLEO DE RESÍDUO DA OLIVICULTURA: PVA E COR. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.