MÃE DOS POBRES

  • Leonttine Zago
  • Alison Fenando Jeronymo Eduardo
  • Ana Carolina Dumas Santos
  • Rafael Machado Dos Sanos
  • Cesar Alberto Ranquetat Junior
Rótulo Pobres, Dulce, Maria

Resumo

Por conta do aumento da desigualdade social, procuramos refletir qual é nosso papel enquanto cidadãos, e o que podemos fazer para melhorar o lugar onde estamos inseridos, e principalmente entender quais foram às pessoas que mais contribuíram no Brasil quando o assunto são obras sociais. Esse trabalho tem por objetivo inspirar pessoas para ocorrer algum tipo de melhora na vida em sociedade, enfatizando a trajetória de Irmã Dulce. Destacando, deste modo, como personalidades religiosas podem contribuir com a formação de uma sociedade mais justa, despertando nas pessoas a virtude da caridade e da solidariedade. Em 1914, nasceu Maria Rita, aos sete anos deu início a sua vida religiosa, onde fez sua primeira comunhão. Já era existente na menina a vocação para lidar com os mais pobres e doentes, sempre buscando fazer algo em prol da população necessitada. Aos 13 anos, sua casa transformou-se de um domicílio familiar, para uma casa de recursos de pessoas doentes e mendigos, na época conhecida entre a população como A Portaria de São Francisco. Em 1933, Maria Rita, formou-se como professora, logo após sua formação entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, ficou apta como freira, e adotou como seu o nome Dulce que era de sua mãe, desta maneira fazendo uma singela homenagem a sua genitora. Na sua vida como freira, teve como missão lecionar em uma escola mantida por sua congregação, no bairro Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador (BA). Porém, o seu foco estava em trabalhar com e a favor dos pobres. Só em 1935 que sua jornada com a assistência a essas pessoas começou, atendendo os operários que eram numerosos no bairro Itapagipe, em Alagoas. Em 1936 criou o posto médico União Operária de São Francisco, primeira organização operária católica do estado. Além disso, Irmã Dulce teve a sensibilidade de não se preocupar apenas com os operários, mas também com suas famílias, inaugurando o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro Massaranduba. O primeiro milagre atribuído à Irmã Dulce foi quando em orações rogou para que cessa-se a hemorragia de Claudia Cristina dos Santos, que havia sangrado por 18 horas, em decorrência do parto do seu segundo filho. Este milagre deu início ao processo de canonização em janeiro de 2000, e em 2003 o papa João Paulo II o validou pela Santa Sé. Em 2009, o papa Bento XVI concedeu o título de venerável a freira baiana que se tornou Bem aventurada Dulce dos pobres, após dois anos foi beatificada em uma cerimônia que reuniu mais de 70 mil pessoas na cidade de Salvador (BA), este processo estendeu-se para a canonização que se fundamenta no segundo milagre quando José Mauricio Moreira passou a enxergar depois de 14 anos cego, no dia 10 de dezembro de 2014. A canonização de Irmã Dulce que será proclamada Santa, pela Igreja Católica, acontecerá no dia 13 de outubro de 2019, em cerimônia presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
ZAGO, L.; FENANDO JERONYMO EDUARDO, A.; CAROLINA DUMAS SANTOS, A.; MACHADO DOS SANOS, R.; ALBERTO RANQUETAT JUNIOR, C. MÃE DOS POBRES. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.