CARACTERIZAÇÃO DO SANGUE HUMANO E SEUS EFEITOS EM GRAFENO USANDO ESPECTROSCOPIA RAMAN

  • Dionathan Campanelli
  • Luis Enrique Gomez Armas
Rótulo Grafeno, Espectroscopia, Raman, Sangue, Humano

Resumo

O grafeno é um material bidimensional (2D), formado por átomos de carbono, em uma estrutura hexagonal, com a mesma aparência de um favo de mel. Desde sua descoberta, o grafeno tem sido o foco de várias pesquisas, devido à sua alta mobilidade eletrônica e qualidade cristalina, por diversas áreas da ciência e da engenharia. A técnica de espectroscopia Raman tem sido de suma importância para detectar suas características estruturais e eletrônicas. Essa técnica fornece informações sobre o número de camadas e tipo de dopagem (tipo N ou P) (YAN, et al., 2007). O efeito de diferentes tipos de moléculas (moléculas cancerígenas, biomoléculas de rodamina 6G (Rh6G), entre outras) também está sendo investigado nos espectros Raman do grafeno (YING, et al., 2011). Isso com a possibilidade do grafeno ser usado como biossensor. Por esse motivo, o objetivo deste trabalho é mostrar a caracterização do sangue humano e seus efeitos em bicamadas (2L) e em várias camadas (ML) de grafeno, utilizando a técnica da espectroscopia Raman. Para cumprir com este objetivo, depositou-se grafeno com diferente número de camadas no substrato SiO2, utilizando a técnica de clivagem micromecânica. Após a caracterização de 2L e ML, uma microgota de sangue humano, na forma de plasma, foi colocado em sua superfície, após 5 minutos de permanência do sangue na superfície do grafeno, medições da espectroscopia Raman foram realizadas em 2L e ML. A análise comparativa dos espectros Raman de 2L e ML de grafeno na presença e ausência de sangue humano mostra um deslocamento nas bandas de grafeno G (~ 1580 cm -1) e 2D (~ 2680 cm -1), que pode ser atribuída a interação ou transferência de carga entre moléculas de sangue e grafeno. Esses resultados mostram que o grafeno poderia ser usado como biossensor, analisando o deslocamento das bandas G e 2D, assim como uma mudança na forma dos espectros devido à presença de moléculas malignas. YAN, J.; ZHANG, Y.; KIM, P.; PINCZUK, A. Electric Field Effect Tuning of ElectronPhonon Coupling in Graphene. Phys. Rev. Lett. 2007, 98, 166802. YING WANG, ZHAOHUI LI, JUN WANG, JINGHONG LI, YUEHE LIN. Graphene and graphene oxide: biofunctionalization and applications in biotechnology, Trends in Biotechnology. Trends in Biotechnology, v.29, n.9, p.205-212, may. 2011.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
CAMPANELLI, D.; ENRIQUE GOMEZ ARMAS, L. CARACTERIZAÇÃO DO SANGUE HUMANO E SEUS EFEITOS EM GRAFENO USANDO ESPECTROSCOPIA RAMAN. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.