PREVALÊNCIA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE EM GESTANTES DO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA ATENDIDAS PELO SUS EM 2017

  • Gabriel Biolowons
  • Maria Eduarda Gallarreta dos Santos
  • Paulo Josué da Silva Jaques
  • Sabrinna Ribeiro Zancan
  • Luciana De Souza Nunes
  • Vanessa Bley Ribeiro
Rótulo Prevalência, Streptococcus, agalactiae, Gestantes

Resumo

i) introdução: O Streptococcus agalactiae é uma bactéria pertencente ao grupo de estreptococo beta-hemolítico do grupo B (SGB), sendo agente causador de septicemia em recém-nascidos, uma complicação neonatal potencialmente fatal. Assim, a identificação de gestantes colonizadas pelo SGB torna-se imprescindível durante as consultas pré-natais, visto que a transmissão vertical ocorre em até 70% dos casos em que há presença do patógeno no trato genital feminino no momento do parto. ii) objetivo: Tendo em vista os déficits de dados sobre a colonização de S. agalactiae em gestantes, principalmente no Brasil e no restante da América Latina, busca-se verificar a prevalência do SGB em gestantes no município de Uruguaiana/RS no ano de 2017, para posterior comparação com dados já documentados. iii) material e métodos: A pesquisa quantitativa foi realizada mediante a análise de prontuários de gestantes que deram entrada no Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de parto cesariana ou espontâneo cefálico durante o primeiro semestre do ano de 2017. Os dados foram coletados manualmente em uma ficha padrão e, posteriormente, repassados para softwares digitais para que fossem sistematicamente organizados e cruzados. Projeto aprovado pelo CEP sob parecer n° 3.037.633. iv) resultados e discussão: Do total de 179 prontuários analisados, constatou-se o registro da realização do teste para SGB em apenas 91 gestantes (50,8%). Nesse grupo, houve 9 casos positivos (9,9%), os quais aproximam-se com dados que variam de 10 a 30% de casos positivos registrados na literatura brasileira. Além disso, o resultado do teste não foi informado em 26 prontuários (28,5%). Ainda, os índices de não realização e a ausência de qualquer informação sobre o teste mostraram-se altos: 15,1% e 34,1%, respectivamente. Por fim, observou-se uma relação importante: dentre as nove gestantes portadoras do S. agalactiae, duas apresentaram ao menos um aborto antecedente (22,2%). Tal fato pode instigar a busca pela compreensão das alterações fisiopatológicas desencadeadas pelo SGB no organismo da gestante, visto que o foco das pesquisas atuais ainda se direciona ao neonato, embora a literatura europeia reconheça alterações no epitélio uterino que induzem ao parto precipitado causadas por SGB. v) conclusão: Infere-se que os dados obtidos encontram-se em consonância aos já descritos em pesquisas brasileiras, apesar da notável escassez de registros adequados sobre os resultados e a realização dos testes nos prontuários do SUS, fato que dificulta a previsão da taxa real de gestantes colonizadas pelo S. agalactiae, que pode superar os 9,9% de casos encontrados. Tal situação torna-se preocupante, visto a importância da realização do teste de detecção do SGB para adotar medidas profiláticas que diminuam a morbimortalidade de recém-nascidos, sobretudo os casos de sépsis neonatal, além de zelar pela saúde da parturiente.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
BIOLOWONS, G.; EDUARDA GALLARRETA DOS SANTOS, M.; JOSUÉ DA SILVA JAQUES, P.; RIBEIRO ZANCAN, S.; DE SOUZA NUNES, L.; BLEY RIBEIRO, V. PREVALÊNCIA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE EM GESTANTES DO MUNICÍPIO DE URUGUAIANA ATENDIDAS PELO SUS EM 2017. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.