DANO OXIDATIVO BIOMOLÉCULAR DE PACIENTES ATENDIDOS NO PRONTO SOCORRO DO HOSPITAL DE URUGUAIANA – RS

  • Fernandez Garcia
  • Fernanda Borgmann Reppetto
  • Laura Smolski dos Santos
  • Elizandra Gomes Schmitt
  • Micaela Federizzi de Oliveira
  • Vanusa Manfredini
Rótulo Dano, Oxidativo, Biomoleculas, Infarto, Agudo, Miocárdio, Acidente, Vascular, Cerebral, Radicais, Livres

Resumo

O estresse oxidativo é um evento no qual ocorre o aumento de radicais livres e diminuição das defesas antioxidantes no organismo. Esse desequilíbrio altera o estado redox e, as espécies reativas de oxigênio (ERO) podem causar dano em biomoléculas como lipídeos, proteínas e no material genético (DNA). Estudos apontam que o acúmulo de biomoléculas oxidadas (modificadas) pode ajudar na progressão de diferentes doenças e o aparecimento de sintomas. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar o dano oxidativo em proteínas plasmáticas e lipídeos de pacientes com Infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) do Hospital da Santa Casa de Uruguaiana RS. O estudo foi aprovado pelo CEP/Unipampa número 2.699.253 e realizado junto ao Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana- RS. Os dados dos pacientes foram retirados da ficha encaminhada ao laboratório de análises clínicas, a quantificação das proteínas carboniladas foi determinada segundo método de Levine e colaboradores (1990) e o dano oxidativo a lipídeos foi quantificado segundo Okawa, 1979. Participaram do estudo 126 indivíduos, destes, 40 (31,7%) mulheres e 86 (68,3%) homens e sendo a maioria de etnia caucasiana 101 (80,1%). Do total dos participantes, 74 (58,1%) apresentaram um quadro de IAM e 33 (26,1%) evento de AVC na entrada do pronto socorro do hospital. Os resultados mostraram que os pacientes com IAM possuem aumento significativo (p<0,05) no conteúdo de proteínas carboniladas em relação aos que sofreram de AVC e não houve diferença entre os níveis plasmáticos de TBARS entre os dois grupos de pacientes. Assim, sugere-se que no IAM, a geração de ERO está danificando oxidativamente as proteínas plasmáticas, o que pode a longo prazo, atuar na progressão desta patologia e o aparecimento de sintomas clássicos.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
GARCIA, F.; BORGMANN REPPETTO, F.; SMOLSKI DOS SANTOS, L.; GOMES SCHMITT, E.; FEDERIZZI DE OLIVEIRA, M.; MANFREDINI, V. DANO OXIDATIVO BIOMOLÉCULAR DE PACIENTES ATENDIDOS NO PRONTO SOCORRO DO HOSPITAL DE URUGUAIANA – RS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.