AVALIAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTÍDEOS A NANOEMULSÕES APÓS INCORPORAÇÃO EM DIFERENTES HIDROGÉIS
Palavras-chave:
Eletroforese, Hidrogel, Nanoemulsão, Oligonucleotídeo, antisensoResumo
Estudos recentes têm demonstrado que Oligonucleotídeos antisenso possuem propriedades promissoras para agirem como agentes terapêuticos. Nanoemulsões catiônicas têm sido utilizadas como sistemas para carreamento e liberação destas moléculas, pois possuem propriedades físico-químicas que permitem a formação de complexos através de interações iônicas entre um lipídio catiônico e os ácidos nucléicos. Ademais, géis hidrofílicos têm sido extensivamente utilizados em produtos cosméticos e terapêuticos de aplicação tópica, podendo incorporar princípios ativos com propriedades hidrossolúveis e nanoestruturas. Tendo conhecimento acerca dessas características, se faz necessário caracterizar nanocomplexos formados entre uma nanoemulsão e oligonucleotídeo modelo, quando incorporados a diferentes hidrogéis com propriedades iônicas distintas. Neste estudo, nanocomplexos foram preparados a partir de uma nanoemulsão e um oligonucleotídeo modelo, em três diferentes relações de cargas ([+4/-], [+2/-] e [+0,5/-]). Estes foram incorporados a hidrogéis à base de Poloxâmero 407 e Hidroxietilcelulose (não iônicos), Quitosana (catiônico) e Carbômero940 (aniônico). Os nanocomplexos foram caracterizados antes e após a incorporação nos hidrogéis. A taxa de complexação foi determinada de forma semi-quantitativa através da técnica eletroforética em gel de agarose. A adição do oligonucleotídeo modelo demonstrou não interferir nas propriedades físico-químicas da nanoemulsão. Entretanto, após a incorporação nos hidrogéis, o potencial zeta dos nanocomplexos apresentou-se dependente da natureza iônica do polímero formador do gel. Também foram observadas bandas menos intensas através da análise por técnica de eletroforese, apresentando taxas de complexação crescentes para géis à base de Poloxâmero 407< Hidroxietilcelulose < Quitosana < Carbômero940, atingindo valores próximos a 97% de complexação para os nanocomplexos que possuiam relação de cargas [+4/-], quando incorporados em gel à base de Carbômero940. Assim, com o presente estudo pôde-se caracterizar as propriedades dos nanocomplexos após sua incorporação em hidrogéis, permitindo delinear o futuro desenvolvimento de formulações para uso tópico à base de hidrogéis para administração de oligonucleotídeos antisenso. Agradecimentos: FAPERGS/CNPq.Downloads
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Publicado
2020-08-28
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO DA COMPLEXAÇÃO DE OLIGONUCLEOTÍDEOS A NANOEMULSÕES APÓS INCORPORAÇÃO EM DIFERENTES HIDROGÉIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/104120. Acesso em: 7 out. 2026.