ESTUDO IN SILICO DAS INTERAÇÕES ENTRE COMPOSTOS 2-AMINOTIAZÓIS ANTITUMORAIS POTENCIAIS E PROTEÍNA QUINASE CK2

  • Pâmela Pradel
  • Mariana Sabo Fernandes
  • Francielly Silva
  • Fávero Reisdorfer Paula
Rótulo docking, molecular, inibidor, alostérico, ck2, 4-aminotiazóis, antitumoral

Resumo

Introdução: A caseína quinase II (CK2) é uma quinase responsável pela transferência de grupamento fosfato do ATP para proteínas-alvo em processos celulares como a apoptose, proliferação, transcrição, metabolismo e diferenciação celular. A perda de regulação e a superexpressão destas proteínas está envolvida com o desenvolvimento de diferentes tipos de tumores. A inibição potencial da CK2 se apresenta como alternativa viável para a descoberta de novos compostos antitumorais. Os derivados 2-aminotiazóis são compostos com ação antineoplásica com ação inibitória em sítios alostéricos de CK2. A modelagem molecular e o docking computacional são metodologias de planejamento de fármacos que permitem obter informações sobre interações entre receptores biológicos e compostos ativos. Neste cenário, estes métodos foram realizados com o propósito de estudar a interação dos derivados de 2-aminotiazóis com proteína quinase CK2 não mutada, observando a conformação da enzina e comparando com a CK2 mutada. Objetivos: Estes dados tem a finalidade de serem utilizados na compreensão de sua ação antitumoral e podem ser empregados na proposição de compostos bioativos novos que atuem na mesma proteína. Metodologias: As estruturas dos compostos foram desenhadas com a aplicação de software ChemDraw Ultra 8.0, e submetidas a otimização de geometria e análise conformacional por meio de métodos AM1 e DFT/B3LYP em base de dados 6.31G* disponível nos softwares Chem3D e Spartan08 for Windows. Os estudos de docking foram realizados com o emprego de software Igemdock 2.1. O modelo de proteína não mutada CK2 foi obtido do sítio eletrônico Protein Data Bank (PDB ID: 5KU8) e, posteriormente, a proteína foi tratada e a cavidade 6XK foi a de escolha para a realização dos estudos. Resultados: Os resultados gerados na análise de docking permitiram observar a interação dos 2 compostos mais ativos com a proteína, que teve valores de energia de -95,76 e -94,46 Kcal.mol1, respectivamente. Os principais resíduos de aminoácidos envolvidos na interação foram ARG47, HIS160, TYR50, LYS74 e LYS77, resultantes preferencialmente de forças de van der Waals e ligação de hidrogênio. Estes resíduos de aminoácidos estão em concordância com dados da literatura que indicam a interação entre os compostos e a proteína CK2 mutante. Conclusões: No estudo de docking molecular verificou-se que o modelo de proteína CK2 humana não mutante pode ser utilizado para estudos de novos compostos bioativos a partir de derivados da 2-aminotiazóis que possuem atividade antitumoral promissora.

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Publicado
2020-08-28
Como Citar
PRADEL, P.; SABO FERNANDES, M.; SILVA, F.; REISDORFER PAULA, F. ESTUDO IN SILICO DAS INTERAÇÕES ENTRE COMPOSTOS 2-AMINOTIAZÓIS ANTITUMORAIS POTENCIAIS E PROTEÍNA QUINASE CK2. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 11, n. 2, 28 ago. 2020.